Terror na Europa
Internacional Presidente francês convoca população para marcha de domingo, após operações que mataram três terroristas

Presidente francês convoca população para marcha de domingo, após operações que mataram três terroristas

Dois dos homens mortos estavam envolvidos no ataque ao jornal Charlie Hedbo

Após operações que mataram três terroristas, presidente francês convoca população para marcha de domingo

Cerca de 20 pessoas foram feitas reféns um supermercado judeu

Cerca de 20 pessoas foram feitas reféns um supermercado judeu

AP

O presidente da França, François Hollande, elogiou a ação das forças de segurança que resultaram na morte de três terroristas, na sexta-feira (9).

Dois deles eram os irmãos Cherif e Said Kouachi, que atacaram o semanário satírico francês Charlie Hebdo na quarta-feira (7), deixando 12 mortos.

Na sexta-feira, eles fizeram um refém em uma gráfica. Após o cerco da polícia, o refém foi resgatado com vida.

O terceiro foi identificado como Amedy Coulibaly, de 32 anos. Ele e uma mulher identificada como Hayat Boumeddiene, de 26 anos, fizeram cerca de 20 reféns um supermercado judeu.

Quatro dos reféns morreram no local e Hayat está foragida.

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O líder francês pediu “vigilância” à população, ressaltando a necessidade dos franceses serem “cautelosos” neste momento, mesmo com a segurança reforçada no país. Após três dias do atentado ao jornal, Hollande disse que o país “enfrentou”, mas “ainda não pôs fim, às ameaças de que é alvo”.

— A França, apesar de estar consciente de as ter enfrentado, apesar de saber que pode contar com as forças de segurança, com homens e mulheres capazes de atos de coragem e bravura, ainda não acabou com as ameaças.

Como fez logo após o ataque à sede do semanário Charlie Hebdo, Hollande pediu unidade à nação.

— Venho apelar para a vigilância, unidade e mobilização.

O presidente ressaltou que a França deve rejeitar o racismo e o anti-semitismo. Acrescentou que os responsáveis pelo atentado são “fanáticos” e que “não têm nada a ver” com a religião muçulmana.

O líder francês agradeceu os gestos de solidariedade dos vários chefes de Estado e populações de diferentes países e chamou os franceses a participarem da marcha marcada para a tarde de domingo (11), em Paris.

A manifestação havia sido convocada imediatamente depois do atentado contra o jornal Charlie Hebdo.