Internacional Presidente tcheco está incapacitado para exercer cargo, dizem médicos

Presidente tcheco está incapacitado para exercer cargo, dizem médicos

Internado em UTI há uma semana, Milos Zeman não deve conseguir cumprir suas funções nos próximos meses

Agência EFE
Portador de diabetes, Zeman vinha aparecendo em cadeiras de rodas nos últimos meses

Portador de diabetes, Zeman vinha aparecendo em cadeiras de rodas nos últimos meses

Martin Divisek / EFE - EPA - 10.5.2021

O presidente da República Tcheca, Milos Zeman, internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) há mais de uma semana, está incapacitado para exercer as funções e é pouco provável que recupere suas capacidades nas próximas semanas, segundo um boletim médico.

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Zeman, de 77 anos, sofre de diabetes grave, o que o obrigou a usar uma cadeira de rodas. As aparições públicas do mandatário foram raras nos últimos meses.

Milos Vystrcil, o presidente do Senado, leu aos jornalistas alguns trechos do boletim médico que afirma que o presidente está "incapacitado para desenvolver qualquer atividade de trabalho".

Situação indefinida

Vystrcil disse que, levando em conta o boletim, começará a tramitar a cláusula constitucional que transfere os poderes do presidente ao primeiro-ministro em exercício e ao presidente da Assembleia dos Deputados.

A República Tcheca acabou de realizar eleições legislativas e cabe ao presidente nomear um primeiro-ministro que se encarregue da formação de governo.

A cláusula de transferência de poder tem de ser aprovada por ambas as câmaras. Uma delas, a Assembleia dos Deputados, está atualmente dissolvida após as eleições, e a sessão inaugural da nova legislatura ocorrerá em 8 de novembro. O novo presidente da câmara baixa terá agora o poder de nomear o novo primeiro-ministro.

Esta situação atípica surge nove dias após as eleições legislativas, nas quais a coalizão de centro-direita SPOLU (Juntos) ganhou com 27,7%, derrotando o partido populista do primeiro-ministro em exercício, Andrej Babis, que ficou em segundo lugar com 27,1%.

O líder do SPOLU, o conservador Petr Fiala, esperava receber um mandato presidencial para formar governo, mas isto foi complicado pela doença do presidente, que foi internado em um hospital militar em 10 de outubro, um dia depois das eleições.

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