Internacional Presidente turco ameaça vetar Finlândia e Suécia na Otan se não cumprirem promessa

Presidente turco ameaça vetar Finlândia e Suécia na Otan se não cumprirem promessa

Recep Tayyip Erdogan assinou documento em que se compromete a aceitar países após impor exigências a finlandeses e suecos

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Presidente turco reforçou que Finlândia e Suécia devem cumprir promessas para entrar na Otan
  • Recep Tayyip Erdogan voltou a dizer que países vão cooperar com desejos turcos
  • Turquia afirma que Finlândia e Suécia abrigam curdos, os quais o país vê como terroristas
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em discurso durante cúpula da Otan

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, em discurso durante cúpula da Otan

Gabriel Bouys/AFP - 30.06.2022

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, advertiu nesta quinta-feira (30) que fará com que a Suécia e a Finlândia honrem os compromissos assumidos para que seu país não vete a entrada de ambas na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), e que, caso contrário, o Parlamento turco não vai aprovar o processo de adesão.

"Este é o começo. Vamos acompanhar de perto a implementação das promessas feitas no memorando e tomar as medidas necessárias", disse o líder turco em uma entrevista coletiva no fim da cúpula da Otan, em Madri, referindo-se ao documento assinado pelos três países na última terça-feira (28), que destravou o trâmite de adesão.

"Este não é um processo rápido. Eles sabem que o PKK e o YPG [dois grupos armados curdos] têm que ser eliminados. Eles têm que mudar suas leis para isso, e medidas têm que ser tomadas", declarou Erdogan, que havia vetado os países por acreditar que ambos fornecem apoio e abrigo seguro a grupos, especialmente curdos, que ele descreve como terroristas.

Erdogan ressaltou hoje que os compromissos da Suécia incluem a extradição de 73 pessoas para a Turquia, uma reivindicação sobre a qual ele foi reiteradamente questionado pela imprensa nórdica.

"Essa é a promessa. E vão mantê-la", disse.

O PKK, grupo guerrilheiro curdo ativo na Turquia, é considerado terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos, mas o YPG é uma milícia síria aliada a Washington em sua luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

A União Europeia advertiu no passado que centenas de pessoas, incluindo políticos da oposição, foram presas na Turquia sob acusação de terrorismo.

Hoje, ao ser indagado se a Turquia tem um lugar na Otan quando dezenas de jornalistas estão presos no país, Erdogan chamou a afirmação de "desinformação" e disse que não há repórteres atrás das grades na Turquia.

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