Rússia x Ucrânia

Internacional Presidente turco pede que Suécia corte apoio ao que chama de grupos terroristas

Presidente turco pede que Suécia corte apoio ao que chama de grupos terroristas

Recep Tayyip Erdogan fez vários pedidos em troca de seu apoio à entrada do país nórdico na Otan

AFP
Recep Erdogan, presidente turco

Recep Erdogan, presidente turco

Kenzo Tribouillard/AFP - 24.03.2022

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu neste sábado (21) que a Suécia "acabe com o apoio político e financeiro e a entrega de armas a grupos terroristas curdos", depois de conversar com a primeira-ministra do país nórdico, que apresentou sua candidatura à adesão à Otan.

O líder turco conversou por telefone com a chefe de governo da Suécia, Magdalena Anderson, com o presidente da Finlândia, Sauli Niinistö, e com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, pela primeira vez desde o início da crise entre Ancara e os dois países nórdicos, por sua vontade de aderir à aliança militar.

Em um comunicado divulgado após a conversa com Anderson, Erdogan disse esperar que "a Suécia tome medidas concretas e sérias, que demonstrem que compartilha das preocupações da Turquia sobre a organização terrorista PKK [Partido dos Trabalhadores do Curdistão] e suas ramificações na Síria e no Iraque".

Erdogan também pede que a Suécia "levante as restrições" às exportações de armas decretadas contra a Turquia em outubro de 2019, após as incursões militares turcas no norte da Síria e no Iraque contra o PKK e seus aliados do YPG. Junto com os Estados Unidos, o país enfrentava a organização jihadista Estado Islâmico.

Após essa primeira conversa, Erdogan falou com seu homólogo da Finlândia, que também apresentou um pedido de adesão à Otan.

De acordo com a Presidência, referiu-se ao "direito natural da Turquia de esperar respeito e apoio em sua luta legítima contra ameaças à sua segurança e ao seu povo".

No Twitter, o presidente Niinistö mencionou uma "troca telefônica aberta e direta com o presidente Erdogan".

"Enfatizei que, como aliados dentro da Otan, Finlândia e Turquia se comprometeriam com a segurança uma da outra e suas relações seriam fortalecidas", afirmou Niinistö.

"A Finlândia condena o terrorismo em todas as suas formas. O diálogo continua", garantiu.

Tanto a Suécia como a Finlândia decidiram romper com décadas de não alinhamento militar após a invasão russa da Ucrânia, apresentando seu pedido de adesão à Otan. Mas a entrada requer a aceitação unânime de todos os membros da aliança atlântica.

E a Turquia se opõe ao pedido, considerando que esses dois países são santuários do PKK, organização considerada terrorista por Ancara, bem como pelos Estados Unidos e pela União Europeia.

Últimas