Internacional Preso em Guantánamo, acusado pelo atentado do 11 de Setembro denuncia 'tortura psicológica'

Preso em Guantánamo, acusado pelo atentado do 11 de Setembro denuncia 'tortura psicológica'

Ramzi al-Chaiba é um dos homens que podem ser condenados pela morte de 2.976 pessoas

Detento de Guantánamo, acusado dos atentados do 11 de Setembro nos EUA, denuncia 'tortura psicológica'

Os acusados podem ser condenados à pena capital pela morte de 2.976 pessoas nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001

Os acusados podem ser condenados à pena capital pela morte de 2.976 pessoas nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001

AP Photo/Diane Bondareff

O iemenita Ramzi ben al-Chaiba, um dos cinco acusados dos atentados do 11 de Setembro nos Estados Unidos, deixou o tribunal em Guantánamo, nesta terça-feira (20), alegando ter sido privado de alimentação antes de cada audiência — uma forma de "tortura psicológica", afirmou.

O acusado, único presente esta terça na semana de audiências preliminares, declarou: "Não posso continuar lá (...) há muitos problemas com a comida, todos os dias é a mesma coisa".

Em árabe, traduzido por um intérprete, o detento explicou que esse "problema se repete todos os dias". Ele disse ter tentado falar com um oficial, mas não foi ouvido, de acordo com a transmissão da audiência por circuito fechado na base militar de Fort Meade, perto de Washington.

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É "uma forma de tortura psicológica", que "não diz respeito apenas a mim, mas também aos meus irmãos", acrescentou o acusado, vestido com uma túnica branca e o tradicional turbante.

Em paralelo, à audiência, o porta-voz da prisão, Robert Durand, disse "que foi oferecida ao acusado a comida halal clássica dos presos", mas que ele "se queixou que seu almoço não tinha condimentos, como azeite, ou mel".

Seu advogado Jim Harrington informou que seu cliente "sente que as condições são cada vez mais intoleráveis para ele".

"Às vezes, pequenas coisas - nem sempre pequenas - crescem, crescem, crescem ... E as coisas se tornam ainda mais significativas", completou.

Ao ser questionado pelo juiz militar James Pohl se queria deixar "voluntariamente" a sala do tribunal, o acusado respondeu "sim", em inglês, e foi acompanhado para o Campo 7, onde permanece detido, na base militar americana de Guantánamo, na ilha de Cuba.

"Não tem precedentes na história americana a maneira como eles são tratados", concordou outro advogado de defesa, Kevin Bogucki, na mesma audiência.

O advogado militar falou de "frustração" de seu cliente, cuja cela está submetida a "barulhos e vibrações que o impedem de se concentrar, ou dormir".

Os debates continuaram na ausência dos cinco acusados, dos quais quatro haviam indicado de manhã que não queriam participar dessa audiência preliminar, destinada a preparar o julgamento.

Os acusados podem ser condenados à pena capital pela morte de 2.976 pessoas nos ataques cometidos em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

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