Internacional Primeira votação do conclave não escolhe novo papa

Primeira votação do conclave não escolhe novo papa

Fumaça preta anuncia que nenhum nome atingiu dois terços dos votos

Primeira votação do conclave não escolhe novo papa

Seguindo a tradição, a chaminé do conclave soltou uma fumaça preta, o que significa que um novo papa não foi escolhido

Seguindo a tradição, a chaminé do conclave soltou uma fumaça preta, o que significa que um novo papa não foi escolhido

REUTERS/Tony Gentile
Curiosos esperaram o resultado da primeira votação do conclave em frente ao Vaticano, nesta terça-feira (12)

Curiosos esperaram o resultado da primeira votação do conclave em frente ao Vaticano, nesta terça-feira (12)

TIZIANA FABI TIZIANA FABI / AFP

Nenhum cardeal recebeu a quantidade de votos necessária para ser eleito o novo líder da Igreja Católica na tarde desta terça-feira (12), na primeira votação do conclave que escolherá o sucessor de Bento 16.

O anúncio de que a votação não resultou na escolha do novo papa foi feito por meio da famosa fumaça que saiu de uma chaminé instalada na Capela Sistina, onde está acontecendo o conclave.

A fumaça de hoje, de cor preta, foi expelida por volta das 19h40 (hora local, 15h40 em Brasília), horas após os cardeais darem início ao conclave.

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A partir de amanhã, serão quatro votações diárias — duas pela manhã e duas pela tarde — até que algum nome atinja uma maioria de dois terços.  

Apesar das quatro votações, a chaminé será acionada apenas duas vezes: uma após as duas votações da manhã, e outra após os dois escrutínios da tarde. Isso ocorrerá às 12h (8h em Brasília) e às 19h (15h em Brasília).

Se o papa for eleito na primeira votação do período, a chaminé será acionada uma hora mais cedo.

Especialistas acreditam que o novo papa seja conhecido até a quinta-feira (14).  

Início do conclave

Os 115 cardeais eleitores fecharam-se na Capela Sistina por volta das 16h30 (hora local, 12h30 em Brasília) de hoje. Eles chegaram à capela em uma procissão, cantando e rezando, a partir da Capela Paulina, onde estiveram reunidos minutos antes.

Mais cedo, foi realizada uma missa com a presença de milhares de fiéis, na Basílica de São Pedro.  

Após a chegada dos cardeais, as pessoas alheias ao conclave abandonaram a Capela Sistina para o início da reunião, deixando-os sozinhos e completamente isolados do mundo.

Foi, então, pronunciado o "Extra Omnes" (Fora todos!), e as grandes portas da capela foram fechadas.  

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Como funciona a votação

Para votar, cada cardeal eleitor (ou seja, com menos de 80 anos) preenche primeiro um papel retangular que leva impressa a menção "Eligo in Summum Pontificem" (Elejo como sumo pontífice) na parte superior. Tem que escrever o nome de seu candidato com uma caligrafia "a mais irreconhecível possível".  

Dobra sua cédula e, seguindo uma ordem pré-estabelecida, se levanta e a leva — de forma que o papel esteja sempre visível — ao altar onde está instalada uma urna coberta com uma bandeja. O cardeal pronuncia, em voz alta, um juramento, deposita sua cédula em uma bandeja e a deixa deslizar pela abertura da urna. Depois, se inclina em direção ao altar e retorna ao seu lugar.  

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Depois que todos tiverem votado, um responsável agita energicamente a urna para misturar bem as cédulas e outro as conta. Se o número de papéis não corresponder ao de eleitores, são queimados imediatamente.  

Existindo ou não um eleito, as cédulas são reanalisadas pelos revisores. Se nenhum nome obtiver o mínimo de votos necessários, ocorre imediatamente uma segunda votação. Depois, os papéis das duas votações são queimados junto com as anotações feitas pelos cardeais.  

O papa deve ser eleito por uma maioria de dois terços (77 votos) dos candidatos presentes.  

Eles votam quatro vezes por dia, duas pela manhã e duas pela tarde, até que haja um consenso. Após três dias sem resultado, sem contar com o dia do início do ritual, a eleição é interrompida para um dia de oração e discussão, antes de realizar outras sete votações.   

Caso após 34 votações ainda não exista um novo papa, a eleição se limita aos dois candidatos mais votados, que para ser eleitos deverão se impor por uma maioria de dois terços.  

No último século, o conclave mais longo durou cinco dias.  

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