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Internacional Príncipe William critica corrida do turismo espacial antes da COP26

Príncipe William critica corrida do turismo espacial antes da COP26

Neto da rainha Elizabeth 2ª afirmou que os esforços para salvar o planeta da crise climática devem ser concentrados 

AFP
Príncipe William, o número dois na sucessão ao trono britânico

Príncipe William, o número dois na sucessão ao trono britânico

Reprodução / Reuters TV

O príncipe William, número dois na sucessão ao trono britânico, criticou nesta quinta-feira (14) o turismo espacial e pediu concentração nos problemas do planeta antes da grande conferência sobre o clima COP26, que será realizada em Glasgow.

"Algumas das mentes e dos cérebros mais brilhantes do mundo deveriam, antes de mais nada, tentar consertar este planeta, não tentar encontrar outro lugar para viver", disse William, de 39 anos, em uma entrevista à rede BBC antes da entrega, no domingo (17), da primeira edição do prêmio Earthshot.

A distinção foi criada por ele para estimular soluções para a crise climática. 

Essas críticas surgiram horas depois de o ator William Shatner, da série Star Strek, ter feito uma viagem de alguns minutos ao espaço, na quarta-feira (13), a bordo do foguete Blue Origin. Aos 90 anos, o ator canadense se tornou a pessoa mais velha a chegar à última fronteira. 

Esse foi o segundo voo de passageiros do foguete do bilionário americano Jeff Bezos, fundador da Amazon, que pretende se firmar como protagonista no cobiçado setor do turismo espacial. Estão nessa corrida o britânico Richard Branson e o magnata americano Elon Musk.

Antes da COP26, que começa em 31 de outubro, o príncipe também elogiou seu pai, Charles, por estar "muito à frente" em matéria de mudança climática. Somou-se a ele para pedir medidas contundentes em Glasgow.

O príncipe de Gales, de 72 anos, "mostrou que está muito à frente, muito além de seu tempo, ao alertar sobre alguns desses perigos", disse William. 

"Mas não deveria ser necessário que uma terceira geração apareça e tenha que aumentar ainda mais a pressão", acrescentou.

"Seria um desastre absoluto se o meu filho George [de 8 anos] estivesse sentado aqui, falando com vocês, daqui a 30 anos, ainda falando a mesma coisa, porque aí será tarde demais", frisou.

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