Internacional Prisão preventiva de ex-presidente interina da Bolívia é prorrogada

Prisão preventiva de ex-presidente interina da Bolívia é prorrogada

Decisão de prorrogar a prisão foi tomada pelo juiz Willy Arias devido o risco de obstrução de Justiça e de fuga

Juiz determinou a ampliação do período de prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez

Juiz determinou a ampliação do período de prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez

Manuel Claure/Reuters - 13.3.2021

O juiz Willy Arias determinou no último sábado (20) a ampliação o período de prisão preventiva da ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez, que foi decretada há uma semana, para de quatro a seis meses.

Hoje, foi realizada uma longa audiência virtual, de várias horas de duração, para avaliar a situação da antiga chefe de governo provisória e dos ex-ministros dela.

A decisão de prorrogar a prisão preventiva foi tomada a partir do risco de obstrução de justiça e de fuga, que foi alegado pelo Ministério Público, pelo governo e também pela Procuradoria da Bolívia.

A audiência de hoje foi convocada a partir de um recurso de apelação feito pela defesa de Áñez, que é investigada pelo caso chamado "golpe de Estado", no qual é acusada de "sedição e terrorismo" em 2019, após as questionadas eleições que resultaram na renúncia de Evo Morales à presidência.

Luis Guillén, um dos advogados da ex-presidente, admitiu que a decisão de prorrogar a prisão preventiva não surpreendeu a defesa e destacou que processos como este "têm longa duração" e são "tortuosos".

Além disso, Guillén garantiu que ainda é preciso passar por todas as etapas do caso na justiça.

Durante a madrugada de sábado, Áñez foi transferida entre dois centros penitenciários do país.

Inicialmente, a partir de autorização dada ontem por um juiz local, a líder de governo após a renúncia de Evo Morales deveria ter sido encaminhada para uma clínica, o que acabou não acontecendo.

Áñez foi transportada em uma ambulância do Centro de Orientação Feminina de Obrajes, localizado em La Paz, onde está presa desde a última segunda-feira, para a penitenciária de Miraflores, também na capital boliviana.

Ontem, um juiz determinou que Áñez fosse transferida para uma unidade de saúde, para ser avaliada e atendida, por causa de problemas de hipertensão.

Durante a noite desta sexta-feira, Áñez utilizou o Twitter para confirmar a saída da prisão de Obrajes e criticar o governo atual da Bolívia.

"A justiça ordenou que a ex-presidenta fosse transferida para uma clínica, pelo seu delicado estado de saúde, mas o governo se negou a cumprir essa ordem. Uma vez mais, estamos diante de um abuso contra os direitos humanos mais fundamentais", escreveu.

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