Internacional Protestos em Belarus terminam com mais de 440 opositores presos

Protestos em Belarus terminam com mais de 440 opositores presos

Segundo o Ministério do Interior do país, 442 cidadãos foram presos na chamada "marcha pela justiça", que reuniu cerca de 50 mil pessoas apenas na capital

  • Internacional | Da EFE

Oposição continua suas ações de protesto todos os dias, exigindo novas eleições

Oposição continua suas ações de protesto todos os dias, exigindo novas eleições

STR - EFE/EPA 20.09.2020

Mais de 440 pessoas foram presas no domingo (20) em Belarus por participarem de protestos contra o presidente do país, Aleksandr Lukashenko, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (21) pelo Ministério do Interior.

No total, 442 cidadãos foram presos na chamada "marcha pela justiça", que reuniu cerca de 50 mil pessoas apenas na capital do país, Minsk, segundo estimativas da imprensa local, número que seria menor do que nos domingos anteriores.

De acordo com o Interior, mais de 20 mil manifestantes foram às ruas em 24 protestos não autorizados em todo o país para exigir novamente a renúncia de Lukashenko e denunciar a violência policial em protestos pacíficos.

Somente na capital, 226 pessoas foram detidas, de acordo com a porta-voz do Ministério do Interior de Belarus, Olga Chemodanova.

Manifestações de magnitude variada ocorreram ontem em Hrodna, Mogilev, Gomel, Brest e outras cidades do país.

Em Brest, a polícia deu um tiro para o alto e usou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Mais prisões

Junto com as 442 prisões de ontem, devem ser acrescentadas as 430 detenções feitas no sábado em uma manifestação de mulheres, de modo que no fim de semana, as forças de segurança de Belarus prenderam 872 cidadãos.

O número de prisões, muitas vezes realizadas com uso excessivo da força e entre denúncias de tortura, segundo testemunhas e ONGs de direitos humanos, está aumentando na sequência dos protestos pacíficos contra o presidente do país, que entraram na sétima semana e que explodiu após as eleições de 9 de agosto.

Nos primeiros três dias de protestos, cerca de 6 mil pessoas foram detidas, mas depois o número de prisões diminuíram. No entanto, nas últimas semanas, houve um novo aumento, chegando a 10 mil desde as eleições presidenciais.

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