Coronavírus

Internacional Putin oferece vacina russa de graça para ONU imunizar funcionários

Putin oferece vacina russa de graça para ONU imunizar funcionários

Presidente da Rússia elogiou trabalho da Organização Mundial da Saúde e disse que trabalha para fortalecer a entidade

Putin fez discurso em vídeo durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas

Putin fez discurso em vídeo durante a Assembleia-Geral das Nações Unidas

Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin/via Reuters

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, mostrou-se orgulhoso nesta terça-feira (23) na ONU (Organização das Nações Unidas) com o rápido desenvolvimento em seu país de uma vacina contra o coronavírus e a ofereceu gratuitamente à organização para proteger todos os seus funcionários.

Em sua mensagem de vídeo à Assembleia-Geral, Putin afirmou que seu governo está pronto para oferecer às Nações Unidas toda a assistência necessária, incluindo vacinas gratuitas para todo o pessoal que a deseje.

Disse ainda que o seu país está aberto a abastecer outras nações com a chamadoaSputnik V, que frisou ter se mostrado "segura" e "eficaz".

Putin insistiu que os cidadãos de todo o mundo deveriam ter acesso gratuito a uma vacina contra a covid-19 e também destacou a disposição do Kremlin de trabalhar com outros governos para compartilhar métodos de diagnóstico e tratamento da doença.

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Além disso, ao contrário dos Estados Unidos, ele defendeu que a OMS (Organização Mundial da Saúde) deve ter um papel central na coordenação da resposta.

O presidente disse ainda que a Rússia está trabalhando para fortalecer a capacidade da entidade sediada em Genebra.

Comércio internacional

Por outro lado, Putin alertou sobre os efeitos econômicos de longo prazo que a crise atual terá e defendeu a necessidade de toda a comunidade internacional trabalhar em conjunto para impulsionar o crescimento.

Nesse contexto, destacou a importância de eliminar barreiras, restrições e, sobretudo, "sanções ilegítimas" no comércio internacional.

Na esfera geopolítica e militar, o líder russo garantiu que quer cooperar com os Estados Unidos para estender o tratado de redução de armas estratégicas e espera que haja "moderação" na implantação de novos sistemas de mísseis.

Também reiterou seu interesse em um tratado vinculante para banir as armas no espaço sideral e optou por mais cooperação em segurança cibernética.

Coincidindo com o 75º aniversário das Nações Unidas, Putin defendeu o trabalho da organização e, embora reconhecesse que é necessário adaptá-la à realidade do século 21, deixou claro que seu país se opõe a grandes mudanças no Conselho de Segurança, onde é um dos cinco membros permanentes e tem poder de veto.

Para que o Conselho continue a ser o "pilar da governança global", disse, é essencial que esses cinco países, potências nucleares e vencedores da Segunda Guerra Mundial, mantenham o privilégio do veto.

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