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Internacional Quênia questiona plano britânico de devolver elefantes à natureza

Quênia questiona plano britânico de devolver elefantes à natureza

Autoridades do país africano disseram que não foram contatados por fundação que quer reintroduzir 13 animais ao habitat natural

AFP
Quênia alerta para os riscos de libertar animais de zoológico na natureza

Quênia alerta para os riscos de libertar animais de zoológico na natureza

Thomas Mukoya/Reuters - 8.2.2021

O governo do Quênia expressou preocupação nesta quarta-feira (7) com os planos de uma organização de proteção animal para enviar uma manada de elefantes de um zoológico britânico ao país para "apresentá-los à natureza".

Leia também: Fundação britânica enviará manada de elefantes para o Quênia

A Fundação Aspinall afirmou que planeja levar os elefantes em um Boeing 747 do sul da Inglaterra para seu novo habitat, a 7.000 quilômetros de distância.

A organização disse que trabalhará com equipes anti-caça furtiva para ajudar a garantir a sobrevivência de todos os 13 animais, incluindo três recém-nascidos, quando chegarem a um dos dois locais visados no sul do Quênia.

Sem contato

Mas o Ministério do Turismo e Vida Selvagem do Quênia disse que "registra com preocupação" relatos da mídia britânica sobre esta organização, que é descrita como a primeira a ter projetos de reintrodução na natureza.

"O ministério indica que nem eles nem o Serviço de Vida Selvagem foram contatados ou consultados sobre esta questão", afirmou. “A realocação e reabilitação de um animal de um zoológico não é fácil e é um assunto muito caro”, acrescentou.

Um funcionário do ministério disse à AFP que as autoridades quenianas serão guiadas por regulamentos específicos elaborados pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) para a transferênia dos animais.

A Fundação Aspinall indicou que a operação está planejada para o próximo ano e que será a primeira vez que uma manada de elefantes reprodutores será reintroduzida na natureza.

Carrie Johnson, chefe de comunicações da fundação e esposa do primeiro-ministro Boris Johnson, disse que o plano apoiará a economia queniana após o coronavírus.

"A vida em Kent é muito boa para esses elefantes, de todos os pontos de vista. Mas a África é onde eles pertencem", disse em um artigo publicado na mídia britânica.

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