Novo Coronavírus

Internacional Reabertura das fronteiras da UE é questionada por governo italiano

Reabertura das fronteiras da UE é questionada por governo italiano

O ministro da Saúde da Itália ponderou que a situação epidemiológica no mundo ainda não dá garantias suficientes para a abertura sem regras

  • Internacional | Da EFE

O ministro afirmou que é possível uma segunda onda da covid-19 no país

O ministro afirmou que é possível uma segunda onda da covid-19 no país

Ministerio della Salute/Ministério da Saúde da Itália

O ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, afirmou nesta quinta-feira (11) que a situação epidemiológica no mundo ainda não dá garantias suficientes para a abertura, sem regras, das fronteiras da UE (União Europeia), para visitantes provenientes de países de fora do bloco.

O integrante do governo deu as declarações durante uma audiência na Câmara dos Deputados italiana.

A abertura de fronteiras, sem necessidade de quarentena, para toda a UE, foi feita pela Itália no último dia 3. A previsão é que no dia 15 acontecesse uma liberação global de entrada no território, o que pode ser adiado.

"Os dados que chegam de muitas áreas do mundo, em particular de América e Oriente, indicam um crescimento preocupante nos contágios, algo que não podemos subestimar. Na Europa, as coisas estão melhores, mas o panorama global segue muito complexo", disse Speranza.

Na audiência com deputados, o ministro da Saúde ainda fez um apelo por união entre as diferentes forças políticas nacionais, de situação e oposição, "depois de meses dramáticos" provocados pela pandemia da covid-19. Além disso, defendeu a atuação do governo na gestão da crise.

"As medidas foram acompanhadas de decisões muito difíceis e sacrifícios extraordinários de milhões de italianos. Salvamos a vida de milhares de italianos, aliviamos a carga insustentável que chegava às nossas unidades de saúde e demos as condições para que a Itália recomeçasse", explicou o titular da pasta.

Speranza explicou que o índice de contágio, chamado R0, está abaixo de 1, o que indica o controle da propagação do novo coronavírus, no entanto, deixou um alerta de que é possível uma segunda onda da covid-19 no país.

"A pandemia não terminou, há surtos ativos, o vírus segue circulando. Estamos no caminho certo, mas o inimigo não está derrotado", concluiu o ministro da Saúde.

Últimas