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Internacional Reabertura 'gradual e segura' da Inglaterra deve durar até junho

Reabertura 'gradual e segura' da Inglaterra deve durar até junho

Plano do premiê Boris Johnson é reduzir gradualmente o lockdown, começando com a reabertura das escolas em 8 de março

  • Internacional | Do R7, com Reuters

Boris Johnson anunciou plano gradual para retomar atividades

Boris Johnson anunciou plano gradual para retomar atividades

Stefan Rousseau / PA Wire / Pool via Reuters - 15.2.2021

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson divulgou um plano detalhado nesta segunda-feira (22) para encerrar o lockdown contra o novo coronavírus que está em curso na Inglaterra. No anúncio, ele disse que está adotando uma estratégia "cautelosa" para evitar que o país precise retomar medidas restritivas que atingiram a atividade econômica.

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Johnson, que vem sofrendo pressão para permitir que milhões de moradores possam voltar a sair de suas casas, disse que a primeira etapa vai priorizar a reabertura das escolas em 8 de março, quando poucas atividades ao ar livre serão permitidas.

O plano do premirê tem quatro estágios, com intervalo de cinco semanas entre cada um. Com isso, a última etapa, que teria a retirada da maior parte das restrições, não deve começar antes de 21 de junho.

"Por enquanto não temos nenhum caminho plausível para um Reino Unido sem covid ou um mundo sem covid. E não pdemos continuar indefinidamente com as restrições que enfraquecem nossa economia, nosso bem-estar mental e físico, e as vidas dos nossos filhos", disse Johnson ao Parlamento nesta segunda. "É por esse motivo que esse caminho que estamos tomando é cauteloso, mas também irreversível".

Vacinação muda panorama

Com cerca de 121 mil mortes, o Reino Unido tem a quinta pior mortalidade registrada na pandemia e sua economia sofreu o pior resultado em mais de 300 anos.

Em meio a um dos lockdowns mais restritos do mundo e, também, uma das campanhas de vacinação mais rápidas, o país quer se tornar um exemplo para governos que estejam em busca de reabrir suas economias e retomar algum tipo de normalidade.

Mesmo com dados encorajadores após mais de dois meses de vacinação, divulgados nesta segunda, o governo britânico preferiu adotar uma postura cautelosa, o que mostra como um processo desses pode ser lento para muitos países.

Johnson disse que a velocidade da campanha de vacinação, além de uma queda brusca no número de infecções, agora possibilitam que ele contine com o processo cauteloso de reabrir aos poucos o lockdown na Inglaterra, que começou em 5 de janeiro.

As autoridades de saúde da Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, que são responsáveis pelas políticas sanitárias locais, também vão retirar as restrições aos poucos, ao longo dos próximos meses,

A reabertura das escolas deve dar uma ajuda imediata à economia, ajudando os pais que precisavam lidar simultaneamente com o trabalho e a educação domiciliar.

No entanto, o isolamento social ainda não será retirado e o governo vai pedir que as pessoas continuem trabalhando remotamente quando for possível, ao menos pelas próximas semanas, até que novos estudos e revisões sobre essas políticas sejam concluídos.

O governo espera liberar encontros de pequenos grupos de pessoas em áreas ao ar livre até o fim de março. Entretanto, lojas consideradas não-essenciais e restaurantes e bares ao ar livre não serão reabertos antes de 12 de abril.

A ideia é retirar a maior parte das restrições de atividades ao ar livre até 17 de maio e todos os limites de contato social até 21 de junho.

Johnson tem sido pressionado por seus colegas do Partido Conservador a reabrir a economia, mas ao mesmo tempo tem recebido alertas de seus assessores científicos, que temem que o vírus volte a se propagar se o país for reaberto rápido demais.

A campanha de vacinação na Inglaterra vem reduzindo significativamente os casos, com uma queda de cerca de 70% nas infecções registradas entre trabalhadores da saúde que receberam a primeira dose da vacina da Pfizer, de acordo com o governo.

O país agiu mais rápido que a maioria para conseguir suprimentos de vacinas e está imunizando desde dezembro. Até o momento, cerca de 17,6 milhões de britânicos, mais de um quarto dos 67 milhões que formam a população, já receberam pelo menos a primeira dose. Em termos percentuais, o Reino Unido fica atrás apenas de Israel e Emirados Árabes, que têm populações muito menores.

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