Internacional Reeleição de Lukashenko provoca protestos nas ruas de Belarus

Reeleição de Lukashenko provoca protestos nas ruas de Belarus

As forças policiais usaram gás lacrimogêneo e granadas de choque; resultados preliminares mostram que o presidente teve cerca de 80% dos votos

  • Internacional | Do R7, com informações da EFE

Policiais marcham durante confrontos com apoiadores da oposição após o fechamento das urnas nas eleições presidenciais em Minsk

Policiais marcham durante confrontos com apoiadores da oposição após o fechamento das urnas nas eleições presidenciais em Minsk

REUTERS / Vasily Fedosenko/10.8.20

Manifestantes saíram às ruas de Belarus na noite deste domingo após resultados preliminares apontarem uma vitória eleitoral esmagadora do presidente Alexander Lukashenko, no poder desde 1994.

Após o fechamento das urnas no domingo, a chefe da comissão eleitoral central da ex-república soviética, Lydia Yermoshina, disse que Lukashenko estava à frente em cinco regiões, com cerca de 82% dos votos.

Pesquisas oficiais publicadas pela agência de notícias estatal Belta colocam Lukashenko com cerca de 80% dos votos, enquanto a candidata da oposição Svetlana Tikhanovskaya, teria cerca de 7% dos votos.

Os resultados provocaram manifestações nas ruas. Na capital Minsk, a tropa de choque usando gás lacrimogêneo e granadas de choque para dispersar os manifestantes.

O dia das eleições foi marcado por grande participação dos eleitores, com diversas filas nos colégios eleitorais, incluindo na instalada na embaixada de Belarus em Moscou, e o bloqueio da internet, que a oposição considerou um estratagema para impedir a mobilização popular e uma contagem paralela dos votos. 

Durante a campanha, dois dos principais candidatos da oposição foram presos. Além disso, um terceiro teve de ir para o exílio. Também foram registradas cerca de mil detenções de ativistas, observadores e repórteres. 

Além do impedimento da realização de comícios em Minsk na semana passada, dez colaboradores de Sviatlana Tsikhanouskaya, incluindo seu diretor de campanha, foram presos, alguns nas últimas horas. 

Diante de apelos às redes sociais para irem às ruas quando chegar o fim a votação, Lukashenko alertou que não permitirá um "Maidan", referindo-se à revolução na Ucrânia, enquanto Tsikhanouskaya exortou todos os cidadãos, "civis e de uniforme", para não recorrer à violência.

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