Internacional Reino Unido mantém compromisso com acordo nuclear do Irã

Reino Unido mantém compromisso com acordo nuclear do Irã

Boris Johnson ligou para presidente iraniano cobrando fim das hostilidades e reafirmando compromisso com tratado, que foi abandonado pelos EUA

reino unido e acordo nuclear com irã

Johnson conversou com presidente do Irã

Johnson conversou com presidente do Irã

Kirsty Wigglesworth/Pool via Reuters - 8.1.2020

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reiterou nesta quinta-feira (9) que o Reino Unido mantém seu compromisso com o acordo nuclear do Irã em telefonema com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse o porta-voz do premiê.

"O primeiro-ministro conversou com o presidente Rouhani, do Irã, nesta manhã. Eles discutiram a situação na região após a morte de Qassam Soleimani, e o premiê pediu o fim das hostilidades", disse o porta-voz a repórteres.

"O premiê reiterou que o compromisso contínuo do Reino Unido com o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) e com o diálogo contínuo para evitar a proliferação nuclear e reduzir as tensões", afirmou ele, acrescentando que a posição britânica é de que o acordo é o melhor possível.

Trump cobrou novo acordo

No pronunciamento oficial de Donald Trump após o ataque iraniano a bases militares no Iraque, o presidente dos EUA cobrou do Reino Unido e também da França, China, Alemanha e Rússia que se posicionassem contra o regime iraniano e apoiassem um novo acordo nuclear com o Irã.

Segundo Trump, o atual acordo — que foi negociado e assinado por Barack Obama e pelas outras cinco potências — teria permitido ao Irã financiar grupos terroristas e conflitos no Oriente Médio, como no Iêmen e Síria.

O acordo suspendeu diversas sanções econômicas mediante compromissos de Teerã com a redução das atividades de seu programa nuclear e a proibição de aquisição de urânio enriquecido para produção de armas atômicas.

Em 2018, Trump saiu do acordo e passou a impor duras sanções ao Irã, que levaram o país a uma crise econômica. O governo iraniano, por sua vez, nega que as sanções estejam prejudicando a economia local.

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