Novo Coronavírus

Internacional Reino Unido reduz restrições a partir da próxima segunda-feira

Reino Unido reduz restrições a partir da próxima segunda-feira

Primeiro-ministro Boris Johnson anuncia relaxamento de alerta de covid-19 em todo o país após queda de casos e mortes

  • Internacional | Da AFP

Boris Johnson pediu que britânicos mantenham cautela após relaxamento das medidas

Boris Johnson pediu que britânicos mantenham cautela após relaxamento das medidas

Dan Kitwood / Pool via AFP - 10.5.2021

O primeiro-ministro britânico Boris Johnson, anunciou nesta segunda-feira (10) "o maior passo" até o momento no relaxamento das restrições contra a covid-19, com a reabertura de bares, restaurantes, museus e cinemas e a autorização, com "prudência", de abraços, a partir da semana que vem.

Leia também: Reino Unido anuncia redução de alerta para covid-19

Na próxima segunda-feira (17), entrará em vigor a terceira etapa do plano de desconfinamento, afirmou Johnson em uma coletiva de imprensa, após confirmar que a evolução da situação sanitária do país permite a medida.

Os bares e restaurantes poderão voltar a atender seus clientes em ambientes internos, em grupos de seis pessoas ou de duas unidades familiares, e parentes e amigos poderão se reunir ao ar livre em grupos de até 30 pessoas. Esse será também o número máximo de participantes para eventos como casamentos, mas os funerais não terão limites.

Cinemas, teatros, museus e hoteis serão reabertos e as viagens ao exterior por turismo deixarão de ser proibidas, mas poucos destinos estarão isentos da exigência de uma quarentena de dez dias na volta para os passageiros.

Também será possível receber de novo convidados em casa, em grupos reduzidos, e "vamos mudar os avisos sobre contatos físicos entre amigos e familiares", afirmou Johnson, que mesmo assim pediu "prudência" ao público.

"Todos sabemos que o contato físico, como os abraços, é uma forma direta de transmitir essa doença, por isso peço que pensem na vulnerabilidade de seus entes queridos, se já se vacinaram, se receberam uma ou duas doses", acrescentou.

No país, que tem 66 milhões de habitantes, mais de 35 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina e destes, quase 18 milhões — mais de um terço dos adultos — também receberam a segunda.

"Senso comum"

"Este é o maior passo de nosso caminho e vai nos permitir fazer muitas das coisas das quais temos abrido mão de fazer durante muito tempo, portanto vamos seguir protegendo essas vitórias e mantendo o senso comum", pediu o primeiro-ministro.

Seu governo, que no momento está vacinando os maiores de 40 anos, afirma estar bem encaminhado para cumprir seu objetivo de oferecer pelo menos a primeira dose de imunizante a todos os adultos até o fim de julho.

Graças a essa bem-sucedida campanha de vacinação e ao estrito confinamento imposto em janeiro "o número de casos, mortes e a pressão sobre os hospitais diminuíram de forma constante", constataram os chefes médicos da Inglaterra, Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales, que pela manhã anunciaram uma redução no nível de alerta pela pandemia.

Ele passou do nível 4 para o 3, após uma primeira redução, em fevereiro, do quinto e último nível para o quarto.

"Mesmo assim, a covid segue circulando com pessoas que se contaminam e propagam o coronavírus todos os dias, portanto devemos permanecer atentos", acrescentaram eles, advertindo que o principal perigo atualmente está nas novas variantes, potencialmente resistentes às vacinas atuais.

O novo coronavírus causou mais de 127 mil mortes no Reino Unido, o maior número entre todos os países europeus. No entanto, as taxas de infecção desceram ao nível mais baixo desde setembro e as internações caíram aos mesmos níveis de julho.

Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês), uma a cada 1.180 pessoas do Reino Unido está infectada pela covid-19. A taxa no início de abril era de uma a cada 480.

O governo de Johnson espera poder retirar as restrições restantes, especialmente aquelas sobre a vida noturna e os grandes eventos, em 21 de junho. Até lá, segue pedindo a todos que possam fazê-lo, que trabalhem de suas casas.

Últimas