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Republicanos se consolidam na Flórida, enquanto democratas 'comemoram' pequena derrota

Eleições de meio de mandato funcionam como teste de apoio ou desaprovação para o governo de Joe Biden

Internacional|Do R7


Capitólio, em Washington, recebe o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA
Capitólio, em Washington, recebe o Senado e a Câmara dos Representantes dos EUA

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos vão marcar o panorama político para os próximos dois anos. Com resultados ainda em aberto em várias disputas cruciais, a AFP enumerou cinco pontos-chave para se levar em consideração, após as "midterms".

Não houve 'onda vermelha' republicana

Tradicionalmente, o partido da situação perde assentos nas eleições de meio de mandato e, com a popularidade de Joe Biden estancada abaixo de 40% e os republicanos criticando-o pela inflação e pela criminalidade, muitos especialistas previam uma derrota estrondosa para os democratas.

Na Câmara de Representantes, os primeiros resultados sugerem que os republicanos estão a caminho de obter a maioria, mas apenas por um punhado de cadeiras, muito longe das previsões.

O congressista republicano Kevin McCarthy, que aspira a ser o próximo presidente da Câmara baixa, mostrou otimismo na noite de terça-feira (8), à medida que a contagem de votos avançava: "Está claro que vamos recuperar a Câmara".

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Já o influente senador Lindsey Graham, um dos principais aliados do ex-presidente Donald Trump, admitiu, em entrevista à rede NBC, que a eleição "definitivamente não é uma onda republicana, isso é certo".

A NBC News projetou que os republicanos provavelmente ganharão 220 assentos, conseguindo, assim, apenas uma pequena maioria de duas cadeiras.

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Controle do Senado ainda indefinido

O controle do Senado de cem assentos, atualmente dividido em 50 a 50 entre republicanos e democratas, dependia nesta quarta-feira (9) de quatro disputas-chave que ainda estavam no fio da navalha.

Os democratas precisam de mais duas vitórias para manter o domínio na Câmara Alta, com a vice-presidente Kamala Harris no desempate, enquanto os republicanos precisam de três para alcançar a maioria.

No Arizona, em Nevada e em Wisconsin, os votos no Senado podem levar dias para serem contados. E a Geórgia pode ir, inclusive, para um segundo turno marcado para 6 de dezembro.

Os democratas esperavam ganhar assentos de senadores republicanos que se aposentam na Carolina do Norte, em Ohio e na Pensilvânia. Tiveram sucesso apenas neste último, graças à vitória do vice-governador John Fetterman, que sofreu um derrame cerebral durante a campanha, sobre o médico celebridade de TV Mehmet Oz, apoiado por Trump.

Flórida, novo reduto republicano

Anteriormente considerado um estado "roxo", que poderia votar tanto nos democratas quanto nos republicanos, a depender de cada eleição, a Flórida parece ter-se inclinado, permanentemente, para o campo republicano, após grandes vitórias na Câmara de Representantes.

Além disso, o governador Ron DeSantis foi reeleito com uma diferença de quase 20 pontos em relação ao seu adversário democrata, o suficiente para alimentar as ambições de concorrer à Casa Branca, em 2024.

Desta vez, o condado de Miami-Dade, geralmente comprometido com a causa democrata, votou esmagadoramente em DeSantis, um sucesso atribuído pelo jornal Miami Herald ao desempenho com o eleitorado hispânico.

De olho em 2024

Uma das vitórias mais decisivas de terça-feira (8) foi a da estrela republicana em ascensão DeSantis, potencial candidato à Casa Branca em 2024. DeSantis deve enfrentar, no entanto, um duro desafio de outro residente desse estado: Trump, que disse que fará um anúncio "emocionante" em 15 de novembro.

Do lado democrata, a governadora Gretchen Whitmer foi reeleita em Michigan, um estado-chave para a corrida presidencial.

Vários candidatos que concorreram nas primárias democratas de 2020, incluindo o agora secretário dos Transportes, Pete Buttigieg, e a senadora Amy Klobuchar, fizeram aparições de campanha em disputas importantes, alimentando especulações de que eles avaliam concorrer novamente, caso Biden desista.

Diversidade crescente

A democrata Maura Healey fez história como a primeira governadora abertamente lésbica eleita nos Estados Unidos, após vencer com folga a corrida no estado de Massachusetts, no nordeste do país. No vizinho New Hampshire, James Roesener se tornou o primeiro homem abertamente transgênero eleito para uma legislatura estadual, juntando-se a várias mulheres trans já no cargo.

O estado de Maryland, vizinho da capital federal Washington, D.C., elegeu o primeiro governador negro, Wes Moore, cujo crescente protagonismo sugere uma possível candidatura nacional.

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E Maxwell Frost, de 25 anos, foi eleito congressista pela Flórida, tornando-se o primeiro membro da Geração Z (que reúne os adolescentes e jovens de hoje) a chegar à Câmara de Representantes dos Estados Unidos.

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