Rússia x Ucrânia

Internacional Rússia adverte que embargo a petróleo teria 'consequências catastróficas'

Rússia adverte que embargo a petróleo teria 'consequências catastróficas'

Segundo representantes do país, consumidores europeus seriam diretamente atingidos com a alta do preço dos combustíveis

AFP
A empresa Rosneft é uma das maiores petrolíferas do mundo

A empresa Rosneft é uma das maiores petrolíferas do mundo

Kirill Kudryavtsev/AFP - 18.4.2021

A Rússia alertou nesta segunda-feira (7) para "consequências catastróficas" na hipótese de um embargo ocidental ao petróleo russo, que os Estados Unidos e a União Europeia estão estudando como possível medida de represália pela intervenção militar russa na Ucrânia.

"É bastante óbvio que a negativa de comprar petróleo russo terá consequências catastróficas para o mercado mundial", disse o vice-primeiro-ministro russo de Energia, Alexander Novak. "O aumento do preço poderia ser imprevisível e alcançar mais de 300 dólares o barril ou mais", disse, citado por agências de notícias russas.

Segundo Novak, é impossível substituir rapidamente o petróleo russo no mercado europeu por uma fonte alternativa. "Levará vários anos e será muito mais caro para os consumidores europeus, que serão as principais vítimas deste cenário", advertiu.

O preço do barril de Brent do Mar do Norte beirou os 140 dólares no domingo, perto de seu máximo histórico de 147,50 dólares, alcançado em julho de 2008.

As declarações de Novak ocorrem enquanto Estados Unidos e União Europeia discutem a imposição de sanções sobre o petróleo e o gás russos, em represália à intervenção militar russa na Ucrânia, no âmbito de uma série de duras sanções econômicas contra Moscou nos últimos dias. 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, "ainda não tomou uma decisão" sobre um eventual embargo de gás e petróleo russos em resposta à invasão da Ucrânia, destacou nesta segunda-feira a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki.

A porta-voz informou que o tema foi abordado nesta segunda durante conversa entre Biden e os presidentes de Alemanha, França e Reino Unido, e destacou: "Temos capacidades e possibilidades diferentes".

A Alemanha em particular é contrária a todo embargo sobre o gás russo, do qual é muito dependente, enquanto os Estados Unidos importam pouco petróleo russo.

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