Guerra civil na Síria: veja a cobertura completa
Internacional Rússia chama ataque de 'insulto ao presidente' e teme por retaliações

Rússia chama ataque de 'insulto ao presidente' e teme por retaliações

Embaixador Anatoly Antonov disse também que Estados Unidos são o país 'com o maior número de armas químicas' e não pode julgar os outros

Rússia chama ataque de 'insulto ao presidente' e teme por retaliações

O embaixador da Rússia nos Estados Unidos criticou duramente o bombardeio à Síria nesta sexta-feira (13). Anatoly Antonov divulgou um comunicado em que classificou a ação militar como um “insulto” ao presidente russo Vladimir Putin.

— De novo estamos sendo ameaçados. Avisamos que tais ações terão consequências.

Antonov disse também que as responsabilidades são dos governos americano, inglês e francês. Theresa May e Emmanuel Macron admitiram a contribuição a Donald Trump.

— Insultos ao presidente da Rússia são inaceitáveis e inadmissíveis. Os Estados Unidos, dono do maior arsenal de armas químicas, não tem moral para julgar os outros países.

A Rússia é uma aliada histórica na Guerra da Síria, que já dura sete anos. Além dos interesses militares, há também razões políticas para o apoio russo ao regime de Bashar al-Assad.

Os generais americanos disseram em entrevista coletiva no Pentágono que o governo de al-Assad não entendeu o recados do ataque acontecido no ano passado. Segundo os oficiais, o bombardeio se deu para destruir a capacidade de armas químicas.

Ao todo, no ataque considerado pontual e sem vítimas civis, três locais foram atingidos: um centro de pesquisas nas proximidades da capital, um centro de armazenamento em Homs e um local de armazenamento de produtos químicos em um "importante centro de comando".