Rússia critica Otan por novos apoios à Ucrânia e planeja ‘medidas’ para contra-atacar
Segundo organização, adesão de Kiev ao tratado tomou um ‘caminho irreversível’
Internacional|Estadão Conteúdo

O Kremlin anunciou nesta quinta-feira (11), que a Rússia avalia medidas para “contra-atacar a séria ameaça” da Otan, após os mais recentes apoios anunciados pela aliança militar à Ucrânia, em uma cúpula em Washington na quarta-feira. Além do envio de caças F-16 para Volodmir Zelenski, a Otan anunciou que o reconhecimento da adesão de Kiev tomou um “caminho irreversível”.
”Somos obrigados a analisar com muito cuidado as decisões que foram tomadas [na reunião de cúpula de Washington], as conversas que aconteceram e analisar com muito cuidado o texto da declaração que foi adotado”, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado por agências de notícias russas. “É uma ameaça muito séria para a segurança nacional, que nos obrigará a adotar medidas estudadas, coordenadas e eficazes para contra-atacar a Otan”.
Os aliados da Otan anunciaram uma série de medidas na quarta-feira, ao fim do segundo dia da reunião de cúpula de 75 anos da aliança. Um dos principais pontos foi a confirmação do envio de caças F-16, procedentes da Dinamarca e Holanda, e o envio de sistemas de defesa antiaérea, incluindo quatro sistemas Patriot que a Ucrânia há muito tempo vem demandado. A aliança também anunciou fornecer pelo menos 40 bilhões de euros (R$ 232 bilhões) em ajuda militar no próximo ano.
”Constatamos que nossos adversários na Europa e nos Estados Unidos não são partidários do diálogo. E, a julgar pelos documentos adotados na cúpula da Otan, não são partidários da paz”, disse Peskov à imprensa.
“Desde o início, afirmamos que a integração da Ucrânia à Otan representava uma ameaça inaceitável para nós (...) Agora vemos que a Otan adota um documento que diz que a Ucrânia vai aderir definitivamente à Otan”.












