Rússia x Ucrânia

Internacional Rússia desiste de votar resolução humanitária sobre a Ucrânia na ONU por falta de apoio

Rússia desiste de votar resolução humanitária sobre a Ucrânia na ONU por falta de apoio

Diplomatas afirmam que China e Índia se negaram a ficar a favor de medida que seria proposta pelo embaixador russo

AFP
Diplomata russo Vassily Nebenzia durante reunião na ONU

Diplomata russo Vassily Nebenzia durante reunião na ONU

Timothy A. Clary/AFP - 11.3.2022

Cada vez mais isolada, a Rússia desistiu de pôr uma resolução humanitária sobre a Ucrânia em votação no Conselho de Segurança da ONU nesta sexta-feira (18), ao saber que carece do apoio dos aliados mais próximos, segundo vários diplomatas que pediram anonimato à AFP nesta quinta-feira (17).

"Recorreram ao copatrocínio" para seu texto sobre o aspecto humanitário "e não houve retorno", disse um embaixador que pediu que não tivesse a identidade revelada, insinuando que nem a China nem a Índia apoiam a polêmica iniciativa russa e não votariam a favor.

A Rússia, que apresentou um projeto de resolução ao Conselho de Segurança na terça-feira (15), pediu uma votação na quarta-feira (16) antes de mudar de ideia e adiá-la para quinta-feira e depois para sexta-feira.

Moscou esperava contar com o apoio da China e da Índia, dois países que se abstiveram, em 25 de fevereiro, na votação da resolução apresentada pelos Estados Unidos e pela Albânia para denunciar a "agressão" da Ucrânia, vetada pela Rússia.

"Nesta semana, perversamente, a Rússia apresentou uma resolução que, entre outras coisas, pedia proteção para civis, incluindo mulheres e crianças. É um jogo cínico diante do sofrimento humano extremo", criticou a embaixadora britânica na ONU, Barbara Woodward, nesta quinta-feira.

"Justamente quando as forças russas atacaram Mariupol", em particular um teatro que abrigava centenas de pessoas e crianças, completou a diplomata britânica.

"A Ucrânia nunca será uma vitória para Putin. Independentemente do progresso que ele fizer, ou das pessoas que ele matar ou das cidades que ele destruir", afirmou a embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield.

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