Estado Islâmico
Internacional Rússia diz que ataques aéreos na Síria precisam ter aval do governo local

Rússia diz que ataques aéreos na Síria precisam ter aval do governo local

Síria declarou que está pronta para cooperar contra jihadistas se sua soberania for respeitada 

Rússia diz que ataques aéreos na Síria precisam ter aval do governo local

A Rússia criticou nesta terça-feira (23) os ataques aéreos liderados pelos Estados Unidos contra posições do Estado Islâmico na Síria, dizendo que eles têm de ser coordenados com o governo sírio e que criariam mais tensão na região.

Os EUA, que há tempos pedem pela saída do presidente sírio, Bashar al-Assad, e diversos aliados do Golfo Árabe realizaram os primeiros ataques aéreos com mísseis sobre bastiões do Estado Islâmico na Síria.

“Qualquer ação do tipo deve ser executava apenas de acordo com a lei internacional”, disse o Ministério de Relações Exteriores da Rússia em comunicado.

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“Isso significa não uma notificação formal e unilateral de ataques aéreos, mas o consentimento explícito do governo da Síria ou a aprovação de uma decisão correspondente do Conselho de Segurança da ONU.”

Os EUA, que também realizaram ataques aéreos no Iraque com a anuência de Bagdá, disse que não coordenarão seus planos com o governo sírio, que acusa de uso de armas químicas contra rebeldes que lutam pela saída de Assad desde o começo de 2011.

"Tentativas de cumprir as metas geopolíticas de um lado em violação à soberania de países na região apenas vão exacerbar as tensões e desestabilizar mais a situação”, disse o ministério.

A oposição síria apoiada pelo Ocidente, que está combatendo tanto Assad quanto o Estado Islâmico, saudou os ataques aéreos, e disse que a ajudariam a derrotar Assad.

 O governo da Síria afirmou nesta terça-feira que apoia e está pronto para cooperar com "qualquer esforço internacional" contra os grupos jihadistas, desde que a soberania e as resoluções internacionais sejam respeitadas.

Uma fonte do Ministério de Relações Exteriores sírio afirmou em um comunicado que as autoridades do país continuam dialogando com o Executivo de Bagdá.

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Os Estados Unidos anunciaram ontem à noite o início da ofensiva aérea contra o Estado Islâmico (EI) no território sírio, onde, segundo os ativistas, foram lançados mais de cinquenta ataques em várias províncias onde os jihadistas possuem bases. 

A fonte da chancelaria síria disse que o secretário de Estado americano, John Kerry, enviou horas antes do começo da ofensiva uma carta ao seu colega sírio, Walid Muallem, para avisar que Washington iniciaria os bombardeios.

Moualem "recebeu uma carta do secretário americano por meio do ministro das Relações Exteriores iraquiano na qual se informava que os Estados Unidos e alguns de seus aliados teriam como alvo o EI na Síria", disse a fonte.

"O governo sírio continuará com sua luta contra o EI em Al Raqqah, Deir ez Zor e em outras partes do país. Damasco não deixará de lutar nem de colaborar com os estados diretamente prejudicados por estes grupos terroristas, especialmente o Iraque", segundo a fonte.

Anteriormente, as autoridades sírias tinham revelado que Washington também avisou que iria começar os bombardeios ao enviado para o conflito sírio da ONU, Bashar al Jaafari.

Com o início dos ataques no território sírio já estão em andamento todas as operações da ofensiva contra o EI anunciadas pelo presidente americano, Barack Obama, em discurso à nação realizado em 10 de setembro.

Um dia depois, a Síria advertiu aos EUA que consideraria uma agressão qualquer intervenção em seu território sem sua permissão. O EI proclamou em junho um califado em território sírio e iraquiano sob seu domínio. 

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