Rússia diz que morte de Baghdadi ajuda na luta contra o terrorismo

Kremlin afirmou que militares detectaram aviões americanos onde os EUA anunciaram ter acontecido a operação que culminou com a morte do líder

Declaração foi feita pelo porta-voz russo, Dmitry Peskov

Declaração foi feita pelo porta-voz russo, Dmitry Peskov

ERGEI KARPUKHIN/EFE - 27.3.2017

O Kremlin afirmou, nesta segunda-feira (28), que se a morte do líder do grupo jihadista Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, for realmente confirmada, significaria uma grande contribuição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a luta contra o terrorismo internacional.

"Se as informações sobre a morte de Baghdadi forem confirmadas, podemos falar da importante contribuição fornecida pelo presidente dos EUA à luta contra o terrorismo internacional", disse o porta-voz da Presidência da Rússia, Dmitry Peskov.

Além disso, o Kremlin acrescentou que os militares russos detectaram aviões e drones americanos que atuaram na região da província de Idlib, no noroeste da Síria, onde os Estados Unidos anunciaram ter acontecido a operação que supostamente culminou com a morte de Baghdadi.

"Não tenho mais nada a acrescentar", disse Peskov, ao ser perguntado se os EUA informaram à Rússia o motivo de enviar aviões para aquela região.

Pouco após o anúncio feito ontem por Trump da morte do líder do EI, o Ministério da Defesa russo colocou em dúvida a veracidade desta informação e pediu "provas diretas" que a comprovassem.

O porta-voz do Ministério, general Igor Konashenkov, disse que nos últimos dias não foram registrados ataques com veículos aéreos dos Estados Unidos, nem da chamada "coalizão internacional" na região de Idlib.

Segundo o presidente americano, Abu Bakr al-Baghdadi se suicidou com um colete com explosivos dentro de um túnel, junto com seus três filhos, ao ser perseguido por comandos dos EUA.