Rússia x Ucrânia

Internacional Rússia invadiu Ucrânia para 'prevenir guerra', diz parlamentar russo

Rússia invadiu Ucrânia para 'prevenir guerra', diz parlamentar russo

Presidente da Câmara baixa do Parlamento, Vyacheslav Volodin, afirma que ucranianos não precisam ter medo das tropas de Putin

Agência EFE
Vyacheslav Volodin em visita à Nicarágua

Vyacheslav Volodin em visita à Nicarágua

Stringer/AFP - 24.2.2022

O presidente da Duma (Câmara baixa do parlamento russo), Vyacheslav Volodin, disse nesta quinta-feira (24) em Manágua, na Nicarágua, que a invasão russa da Ucrânia visa "evitar uma guerra em grande escala" e minimizou as sanções impostas pelos Estados Unidos após a operação militar.

"A decisão de nosso presidente Vladimir Putin de realizar a operação pacificadora visa evitar uma catástrofe humanitária e também evitar uma guerra em grande escala", declarou Volodin por meio de um tradutor na sede da Assembleia Nacional da Nicarágua, que realizou hoje uma sessão especial em sua homenagem.

"A população da Ucrânia não precisa temer a operação de paz, porque visa apenas a desmilitarização", acrescentou.

O presidente da Duma russa opinou que "a Ucrânia deve se tornar um Estado independente, democrático e pacífico, e deve se libertar da ideologia ultranacionalista dirigida contra o povo para se desenvolver no interesse de sua gente".

Volodin também disse que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) "não precisa resolver" as questões de segurança na Ucrânia e que "os Estados Unidos precisam parar".

"Washington quer travar o desenvolvimento dos nossos Estados e eles acreditam que as sanções vão nos tornar mais fracos, mas não vão sair impunes", garantiu o presidente da Duma, que salientou que "o caminho para a liberdade é muito difícil" e que "sabemos qual é o preço de conquistar a soberania".

Durante seu discurso, afirmou que "há oito anos houve um golpe na Ucrânia e os oligarcas e ultranacionalistas chegaram ao poder" e o país vizinho "abriu mão de sua soberania e os Estados Unidos, de fato, ocuparam o território da Ucrânia".

"Conselheiros americanos foram nomeados em todas as instituições por trás do poder, mas o pior e mais perigoso é que a Ucrânia recebeu armas", destacou.

Volodin também assegurou que desde então a Ucrânia ignorou os Acordos de Minsk e exerceu uma "política de genocídio contra o povo de Donbass" por não desistir de falar sua língua nativa (russo) e sua cultura.

"Em vez de levar ao diálogo, as autoridades ucranianas lutaram com eles usando armas pesadas, (deixando) milhares de vítimas e feridos, e muitas pessoas tiveram que fugir e deixar sua terra natal", lamentou.

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