Rússia não considera precoce o relaxamento de medidas na capital

O porta-voz da presidência lembrou que os governos regionais têm a prerrogativa de tomar decisões sobre as quarentenas, com base na ciência

Moscou encerra isolamento nesta terça (9)

Moscou encerra isolamento nesta terça (9)

Shamil Zhumatov / Reuters - 30.3.2020

O governo da Rússia não considera que o processo de relaxamento de medidas de restrição em Moscou, principal foco da pandemia da covid-19 no país, tenha sido precipitada, segundo afirmou o porta-voz da presidência, Dmitry Peskov, nesta terça-feira (9)

"Algumas limitações estão sendo mantidas, outras estão sendo levantadas no transcurso de uma ou duas semanas. Não se trata de um relaxamento total", explicou o representante do Executivo, ao responder questionamento sobre a reabertura iniciada hoje na capital.

Ontem (8), o prefeito de Moscou, Sergey Sobyanin, decretou o levantamento a partir de hoje de grande parte das medidas de restrição impostas na cidade, onde morreram cerca de 3 mil pessoas em decorrência da Covid-19, desde 26 de março. A previsão é que o processo de retomada da normalidade dure todo o mês de junho.

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Peskov lembrou que os governos regionais têm a prerrogativa de tomar decisões sobre as quarentenas impostas sobre a população, sempre com base na opinião de especialistas.

Números russos

Hoje, o boletim sobre a pandemia da covid-19 na Rússia apresentou que o número de altas de pacientes foi maior que a quantidade de novos casos no país, que foi de 8.595. Destes, segundo as autoridades de saúde, 3.277 são de pessoas que não manifestam sintomas.

A conta aponta para 485.253 registros de infecção pelo novo coronavírus em todo o território.

Nas últimas 24 horas, 11.709 passaram a ser consideradas curadas da Covid-19, sendo 5.390 apenas em Moscou.

Ainda de acordo com o boletim de hoje, 171 morreram em consequência da infecção pelo novo coronavírus, o que eleva o total desde o início da pandemia na Rússia para 6.142.