Rússia nega acusações britânicas sobre espionagem de vacinas

Porta-voz de Putin chama alegações de 'inaceitáveis' e representante da embaixada em Londres diz que já ofereceu cooperação em cibersegurança

Câmera de vigilância em muro da embaixada da Rússia em Londres

Câmera de vigilância em muro da embaixada da Rússia em Londres

Hannah McKay / Reuters - arquivo

O governo da Rússia negou as acusações, feitas nesta quinta-feira (16) por autoridades britânicas do NSCS (Centro Nacional de Segurança Cibernética, na sigla original em inglês), de que hackers russos teriam feito ataques cibernéticos contra instituições nos EUA, Reino Unido e Canadá que realizam pesquisas para desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus.

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Em uma entrevista à imprensa local, o porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, Dmitry Peskov, disse que as acusações do NSCS são "absolutamente inaceitáveis". Além disso, um representante da embaixada da Rússia em Londres chamou o incidente de "propaganda".

"As autoridades britânicas sabem da existência de um centro nacional russo criado especialmente para cibersegurança. No entanto, não recebemos nenhum pedido para investigar esses incidentes por canais oficiais. Portanto não estamos diante de preocupação legítima sobre segurança da informação", disse um representante da embaixada em entrevista à agência estatal russa Sputnik.

Pesquisas russas

O governo Putin alega também que tem pesquisas sobre vacinas contra a covid-19 em estágios mais avançados que os estudos que estão sendo realizados nos EUA, Reino Unido e Canadá e, por esse motivo, não teria motivos para roubar essas informações.

Uma delas deve começar a ser distribuída em pequenas quantidades ainda em agosto, segundo os últimos anúncios.