Reforma da Previdência
Internacional Rússia se aproxima da aprovação da reforma da previdência

Rússia se aproxima da aprovação da reforma da previdência

As medidas, que pretendem reduzir gastos públicos, têm sofrido oposição tanto de ativistas anti-Kremlin quanto de parlamentares comunistas

Rússia Reforma da Previdência

As concessões de Putin não satisfizeram críticos

As concessões de Putin não satisfizeram críticos

REUTERS/Sergei Karpukhin - 26.9.2018

Parlamentares russos se aproximaram de aprovar medidas polêmicas para elevar a idade de aposentadoria nesta quarta-feira (26) — planos que já levaram milhares de pessoas às ruas em protestos e atingiram o índice de aprovação do presidente Vladimir Putin.

Um pequeno grupo de aposentados, figuras da oposição e outros adversários das mudanças se reuniram fora da Duma, onde 326 parlamentares de um total de 450 votaram em favor da lei em sua segunda votação.

As medidas, cujo objetivo é aliviar a pressão sobre os cofres públicos, têm sofrido oposição tanto de ativistas anti-Kremlin quanto de parlamentares comunistas que raramente se opõem a iniciativas do governo.

Putin amenizou o projeto de lei no mês passado após os protestos — a versão atual eleva a idade de apostentadoria para homens a 65 anos, antes 60 anos, e para 60 anos, antes 55 anos, no caso de mulheres.

Mas as concessões não satisfizeram críticos em um país onde a expectativa média de vida para homens é de 66 anos e 77 anos para mulheres. Putin uma vez prometeu que nunca elevaria a idade de aposentadoria.

"Centenas de milhares ao redor do país elevaram suas vozes contra o aumento da idade de aposentadoria", disse o ativista de oposição Sergei Udaltsov do lado de fora da Duma antes da votação.

"Mas o partido governista Rússia Unida, o governo e o presidente continuam a abusar do país, forçando-o a essa vergonha, ou como eu a chamo, diabólica lei."

O projeto de lei ainda deverá passar por uma terceira votação, marcada para quinta-feira, e precisa da aprovação do Senado antes de ser assinada em lei por Putin.