Internacional Sanções dos EUA ao Irã 'mais duras da história' iniciam nesta segunda 

Sanções dos EUA ao Irã 'mais duras da história' iniciam nesta segunda 

As sanções afetam principalmente o petróleo e os bancos do país; objetivo, segundo a Casa Branca, é bloquear financiamento do programa nuclear

Super sanções dos EUA contra Irã começam a valer nesta segunda

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que objetivo é atingir a economia

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que objetivo é atingir a economia

Kevin Lamarque/Reuters/31-10-18

Um conjunto de sanções dos Estados Unidos contra o Irã, que inclui embargo contra o petróleo, começa a vigorar nesta segunda-feira (5).

Segundo a Casa Branca, trata-se do mais rigoroso conjunto de medidas punitivas desde que Washington se retirou do acordo nuclear de 2015.

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“Nosso objetivo com esse conjunto de sanções é forçar o regime a uma escolha clara: abandonar seu comportamento destrutivo ou continuar no caminho do desastre econômico”, afirmou os EUA por meio de comunicado divulgado na última sexta-feira (2).

As restrições vão atingir os setores financeiro, energético e de construção naval do Irã, além de excluir o setor bancário iraniano das transações globais.

“Terão um efeito devastador na economia iraniana”, diz Washington.

O governo afirma que as sanções vão cortar receitas que o regime iraniano usa para “financiar seu programa nuclear, fomentar conflitos regionais, apoiar o terrorismo e enriquecer seus líderes”.

As ações são voltadas para o regime e não para o povo iraniano, frisa a Casa Branca. “Reiteramos que a venda de alimentos, remédios, dispositivos médicos e produtos agrícolas está isenta de sanções”.

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Os Estados Unidos ressaltam que estão abertos a um novo acordo com o Irã. “Um acordo que bloqueie para sempre seu caminho para uma arma nuclear”, diz a nota.

De acordo com o jornal britânico "The Guardian", o Irã está confiante de que pode resistir ao impacto e que os EUA não conseguirão reduzir suas importações de petróleo a zero.

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Embora visem acabar com o comércio de petróleo do Irã por completo, os EUA permitiram que oito países mantivessem as importações de forma temporária para lhes dar tempo de reduzir as importações. Aliados dos EUA como Itália, Índia, Japão e Coreia do Sul estão entre eles, segundo a Reuters.

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