Crise na Venezuela
Internacional Secretário-geral diz que ONU não tomará parte na crise da Venezuela

Secretário-geral diz que ONU não tomará parte na crise da Venezuela

Organização afirma que optará por manter sobre a mesa sua própria oferta de mediação ao governo e à oposição do país sul-americano

Crise na Venezuela

ONU vai manter oferta de mediação entre oposição e governo na Venezuela

ONU vai manter oferta de mediação entre oposição e governo na Venezuela

Reuters/Montagem R7

A ONU (Organização das Nações Unidas) não tomará parte de nenhuma das iniciativas propostas por diferentes países para tentar solucionar a crise na Venezuela, anunciou nesta segunda-feira (4) o secretário-geral da organização, António Guterres.

Ao invés disso, a ONU optará por manter sobre a mesa sua própria oferta de mediação ao governo e à oposição do país, disse Guterres em declarações aos jornalistas.

O diplomata português explicou que, embora tenha estado em contato com diferentes governos, a Secretaria-Geral das Nações Unidas decidiu "não ser parte de nenhum destes grupos, para dar credibilidade à nossa contínua oferta de bons ofícios".

Na última sexta-feira, Guterres se reuniu com representantes de México e Uruguai para discutir sobre a conferência impulsionada pelos dois países para o dia 7 de fevereiro em Montevidéu com o objetivo de promover uma negociação para solucionar a crise.

Na capital uruguaia será realizada a primeira reunião do grupo internacional de contato sobre a Venezuela, do qual participam a União Europeia (UE) e oito de seus Estados membros (Espanha, França, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Suécia e Reino Unido), além de Bolívia, Costa Rica, Equador e Uruguai.

Guterres, que hoje reiterou sua forte preocupação com a situação na Venezuela, disse que esteve em contato com os protagonistas de todas as iniciativas implementações, mas optou por não se somar a nenhum dos grupos.

Segundo o diplopata, a ONU quer dar assim "credibilidade" à oferta de "bons ofícios" que fez às partes, uma mediação que as Nações Unidas unicamente farão se ambos os lados solicitarem.

A organização manteve essa postura desde o início da crise, insistindo desde a autoproclamação de Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela que não lhe corresponde reconhecer ou não chefes de Estado.

Enquanto isso, a ONU continua trabalhando com o governo de Nicolás Maduro em seus programas humanitários e de desenvolvimento para garantir o apoio à população venezuelana.