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Internacional Segundo OMS, desigualdade no acesso às vacinas é 'grotesca'

Segundo OMS, desigualdade no acesso às vacinas é 'grotesca'

Diretor-geral do órgão afirma que pouco foi feito para garantir uma distribuição justa dos imunizantes pelo mundo 

  • Internacional | Sofia Pilagallo, do R7*, com AFP

 Até 20 de fevereiro, cerca de 45% das doses haviam sido aplicadas nos países do G7

Até 20 de fevereiro, cerca de 45% das doses haviam sido aplicadas nos países do G7

Michael Weber/Reuters

A desigualdade no acesso às vacinas contra a covid-19 entre países ricos e pobres "aumentou" e tornou-se "grotesca". É o que afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (22).

"Em janeiro, declarei que o mundo estaria à beira de um fracasso moral catastrófico se uma ação urgente não fosse tomada para garantir uma distribuição justa das vacinas contra o coronavírus. Temos os meios para evitar essa falha, mas é surpreendente como pouco foi feito para evitá-lo", disse.

Segundo um balanço da Agência AFP (Agence France-Press), com base em fontes oficiais, até 20 de fevereiro, cerca de 45% das 200 milhões de doses haviam sido aplicadas nos países do G7 (Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão). O grupo é composto por sete países ricos e democráticos que respondem por apenas 10% da população mundial.

Para tentar reverter este quadro, os membros do G7 anunciaram, em reunião realizada em 19 de fevereiro, que vão dobrar o apoio à vacinação, que chegará a U$ 7,5 bilhões (R$ 41.364.391.777,97) sobretudo por meio do programa Covax, administrado pela OMS, para levar doses suficientes de vacinas para países com menos recursos. Ao que tudo indica, no entanto, a medida ainda não surtiu o efeito esperado.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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