Internacional Senadores dos EUA buscam punir sauditas por morte de Khashoggi

Senadores dos EUA buscam punir sauditas por morte de Khashoggi

Apesar do desejo de Donald Trump em manter laços com a Arábia Saudita, vários de seus colegas se juntaram a democratas para culpar o príncipe 

eua, senadores, sauditas, khashoggi

Senadores querem penalizar governo de Riad

Senadores querem penalizar governo de Riad

Osman Orsal/Reuters/25-10-18

Senadores dos Estados Unidos que buscam alguma punição para o príncipe da coroa saudita, Mohammed bin Salman, pela morte do jornalista Jamal Khashoggi, disseram na quinta-feira que querem votar na semana que vem para penalizar o governo de Riad, mas que ainda discutem sobre a melhor maneira de fazê-lo. 

Apesar do desejo do presidente Donald Trump em manter laços próximos com a Arábia Saudita, vários de seus colegas republicanos se juntaram a democratas para culpar o príncipe saudita pela morte de Khashoggi e apoiar legislações para responder ao caso encerrando o apoio dos EUA para a campanha militar liderada pelos sauditas no Iêmen, impondo novas sanções e suspendendo as vendas de armas para o país. 

Leia mais: Bin Salman teria mobilizado tropas para evitar golpe na Arábia Saudita

Outros, no entanto, se opõem fortemente a misturar o conflito no Iêmen com a morte de um jornalista. 

"Seria um erro quebrar a relação com os sauditas. Ela não é baseada tanto em amizade, mas em interesses comuns, como o combate ao extremismo no Oriente Médio e enfrentar a ameaça iraniana", disse o senador John Cornyn, o republicano número 2 da Casa. 

Cinco senadores republicanos e democratas se encontraram a portas fechadas na manhã de quinta-feira para discutir como proceder, dizendo posteriormente que ainda não tinham se decidido sobre uma iniciativa que poderia conquistar o apoio bipartidário suficiente para que fosse aprovada no Senado. 

A falta de um acordo contrastava com as palavras pesadas de alguns senadores na terça-feira sobre o príncipe saudita, o governante de fato do reino, que negou qualquer conhecimento da operação que terminou com a morte de Khashoggi no dia 2 de outubro no consulado saudita em Istambul.

Um pronunciamento da diretora da Agência Central de Inteligência (CIA), Gina Haspel, a senadores na terça-feira fortaleceu a determinação para agir contra o príncipe, conhecido como MbS, e que tem o apoio de Trump. 

Veja a galeria: Putin cumprimenta calorosamente polêmico príncipe saudita

    Access log