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Senadores italianos protestam contra extradição de Pizzolato

Políticos pediram que ministro desminta data de viagem

Internacional|Ansa

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Brasil entregou uma série de documentos que dava garantias de que o ex-diretor de marketing pudesse cumprir pena no País
Brasil entregou uma série de documentos que dava garantias de que o ex-diretor de marketing pudesse cumprir pena no País

Os senadores do Partido Democrático, Maria Cecilia Guerra e Luigi Manconi, emitiram uma nota nesta sexta-feira (2) em que protestam contra extradição do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Os políticos ainda pediram que o ministro da Justiça, Andrea Orlando, desminta a informação divulgada ontem (1º) de que o ítalo-brasileiro estará pronto para a transferência do presídio de Módena para o Brasil no dia 7 de outubro.


Eles alegam que Pizzolato terá que responder a um julgamento na Itália por falsidade ideológica e, que por este motivo, não pode ser enviado ao País.

"O cidadão ítalo-brasileiro Henrique Pizzolato está para ser extraditado para o Brasil. Mesmo com a data fixada para o dia 14 de dezembro de sua primeira audiência. Isso viola seu direito fundamental de defesa, solenemente tutelado pela nossa Constituição", escreveram em comunicado.


Pizzolato poderá ser extraditado a partir da próxima quarta

Corte italiana autoriza extradição de Pizzolato, condenado no Mensalão


Os senadores ainda ressaltaram que "o caso é longo e complexo, mas é certo que sua extradição para o Brasil comporta a violação dos seus direitos essenciais e um risco grave para a sua segurança". Para eles, a decisão é "extremamente perigosa".

Pizzolato foi para a Itália em 2013 após ser condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva no julgamento do mensalão. Ele utilizou um passaporte falso em nome do seu irmão, Celso, que morreu há mais de 30 anos.


O processo de extradição vem se arrastando desde o ano passado e, no dia 22 de setembro, o Conselho de Estado derrubou uma liminar e autorizou a vinda do ex-diretor de marketing ao Brasil. Agora, o governo brasileiro tem 20 dias para providenciar a viagem do condenado no mensalão ao País. 

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