Internacional Serviço Secreto dos EUA apagou mensagens do dia do ataque ao Capitólio

Serviço Secreto dos EUA apagou mensagens do dia do ataque ao Capitólio

Textos foram apagados do sistema como parte de um programa de substituição de dispositivos, disse o Departamento de Segurança

Agência EFE

Resumindo a Notícia

  • Serviço Secreto dos EUA tem como uma de suas funções proteger o presidente do país
  • Mensagens foram excluídas logo após terem sido solicitadas pelo Escritório do Inspetor-Geral
  • Após 27 anos no órgão, o diretor do Serviço Secreto, James Murray, deixará o posto
Comissão parlamentar investiga participação de Trump em ataque ao Capitólio

Comissão parlamentar investiga participação de Trump em ataque ao Capitólio

Brendan Smialowski/AFP - 09.6.2022

O Serviço Secreto dos Estados Unidos, órgão encarregado de proteger o presidente do país, entre outras funções, apagou mensagens de texto enviadas nos dias 5 e 6 de janeiro de 2021, esta última a data do ataque ao Capitólio promovido por milhares de apoiadores do ex-presidente Donald Trump (2017-2021).

Uma carta do Departamento de Segurança Nacional enviada na quinta-feira (14) ao comitê da Câmara dos Deputados dos EUA que investiga os eventos de 6 de janeiro disse que as mensagens foram apagadas do sistema como parte de um programa de substituição de dispositivos.

A carta explica que as mensagens foram excluídas logo após o Escritório do Inspetor-Geral dos EUA exigir a documentação das comunicações eletrônicas realizadas pelo Serviço Secreto como parte de sua avaliação dos incidentes ocorridos no Capitólio no dia 6 de janeiro de 2021.

Na semana passada, o diretor do Serviço Secreto, James Murray, anunciou que deixará o cargo no fim do mês, e a imprensa americana apurou que ele vai trabalhar para a empresa da rede social Snapchat.

Murray se aposentará do órgão em 30 de julho, após 27 anos de serviço, três deles como diretor desde que foi nomeado para o cargo, em maio de 2019, pelo então presidente Donald Trump.

Por sua vez, a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, afirmou em entrevista coletiva que a saída de Murray está sendo preparada há meses e que não tem nada a ver com a polêmica que cercou o Serviço Secreto nos últimos dias em relação ao seu desempenho no dia 6 de janeiro de 2021.

No fim de junho, uma ex-funcionária da Casa Branca durante o mandato de Trump disse ao comitê que investiga o ataque ao Capitólio que o ex-presidente ordenou a seu motorista de limusine que fosse ao Congresso e que, quando este se recusou, o então presidente tentou tomar o controle do volante.

Fontes anônimas negam esse fato à imprensa e asseguram que o Serviço Secreto está em condições de prestar depoimento sob juramento negando o que a ex-funcionária disse, algo que até o momento não aconteceu.

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