Coreia do Norte

Internacional Seul pede a Pyongyang investigação conjunta e volta da comunicação

Seul pede a Pyongyang investigação conjunta e volta da comunicação

Oficial sul-coreano foi morto por tropas da Coreia do Norte. Autoridades dos dois países divergem sobre o que aconteceu com o homem

Homem foi morto em mar que divide os dois países

Homem foi morto em mar que divide os dois países

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A Coreia do Sul pediu neste domingo (27) à Coreia do Norte para conduzir uma investigação conjunta sobre a morte recente de um oficial sul-coreano, assassinado a tiros por tropas de Pyongyang e para isso solicitou a reativação das linhas de comunicação entre as partes.

O Conselho Nacional de Segurança da Coreia do Sul se reuniu hoje e, devido aos desentendimentos entre o Norte e o Sul sobre a morte do oficial.

"Uma investigação conjunta foi solicitada para investigar os fatos o mais rápido possível. Esperamos divulgar conjuntamente os fatos com uma atitude aberta, independentemente dos resultados das investigações publicadas pelas duas Coreias", informou o conselho em comunicado emitido pelo escritório da Presidência da Coreia do Sul.

Existem divergências nas versões dos dois países sobre a morte do homem, que desapareceu na última segunda-feira enquanto trabalhava a bordo de um navio do Ministério da Pesca perto da fronteira marítima intercoreana no Mar Amarelo.

"Para facilitar a investigação, a restauração e reabertura das linhas de comunicação militar para notificação, consulta e troca de informações foi solicitada", informa o documento de Seul.

Fim da comunicação

Em junho, a linha de conversas foi abandonada por Pyongyang como protesto contra o envio de propaganda para seu território por ativistas da vizinha do sul.

Segundo Seul, que suspeita que o oficial queria desertar para o norte, as tropas norte-coreanas encontraram o homem à deriva em suas águas territoriais na terça-feira, o interrogaram sem levá-lo a bordo e depois de tentar rebocá-lo, o executaram e queimaram seu corpo.

Pyongyang afirmou que os soldados pediram ao homem para se identificar e quando ele parou de responder e mostrou sinais de querer fugir, eles atiraram nele e queimaram o "objeto flutuante" ao qual ele se agarrava, de acordo com a segurança de fronteira e epidemiológica norte-coreana.

Os analistas políticos acreditam que as chances do regime Kim Jong-un aceitar uma investigação conjunta são quase nulas, já que em casos similares a Coreia do Sul sempre negou a entrada de funcionários do sul.

De fato, o Norte alertou hoje o Sul para o perigo de seus navios cruzarem a fronteira marítima entre os dois países, depois que Seul implantou um dispositivo para encontrar o corpo do oficial na área.

A fronteira marítima intercoreana ocidental é uma das áreas mais tensas da região e tem sido palco de confrontos entre os dois vizinhos - tecnicamente ainda em guerra - que deixaram pelo menos 80 militares mortos entre os dois lados durante os últimos 20 anos.

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