Internacional Síria desafia ONU e bombardeios em Ghouta deixam mais 19 mortos

Síria desafia ONU e bombardeios em Ghouta deixam mais 19 mortos

Em uma semana de intensos ataques aéreos, pelo menos 519 pessoas morreram na região, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos

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Governo da Síria ordenou blitz sobre rebeldes mas atinge civis

Governo da Síria ordenou blitz sobre rebeldes mas atinge civis

Reuters

As Forças Armadas da Síria continuaram a bombardear de forma implacável a região de Ghouta Oriental, neste domingo (24), deixando até agora um total de 19 mortos no dia, segundo informou a EFE.

Os ataques comandados pelo regime de Bashar al-Assad passaram por cima de decisão do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou de forma unânime uma resolução que exigia a todas as partes a cessação imediata das hostilidades humanitárias durante 30 dias.

O presidente Bashar al-Assad tem um objetivo: encerrar a guerra que já dura quase sete anos. Ele ordenou a blitz sobre os rebeldes, mas a população da região de 400 mil habitantes, está sendo duramente castigada.

Os ataques causaram, segundo entidades como o Observatório Sírio de Direitos Humanos uma profunda crise humanitária.

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Muitos civis estão sendo atingidos. Em uma semana de intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, pelo menos 519 pessoas morreram na região, segundo o Observatório.

Os ataques de domingo visaram à cidade da Al Marsh, no sudeste da região, de características agrícolas. Lá ainda há focos de resistência, dos grupos islâmicos Jaysh al-Islam (Exército do Islã), Faylaq al-Rahman, vinculada ao Exército Livre da Síria e apoiada pelo Catar, e a Hay'at Tahrir al-Sham (Organização para a Libertação do Levante), ex- Frente Al-Nusra, aliada da Al-Qaeda na região.

Em dezembro de 2016, Assad declarou vitória na região de Aleppo, em uma situação similar. A ideia do ditador é pulverizar as forças rebeldes para declarar nova vitória sobre os opositores, e, quem sabe a vitória na guerra.

Isso, no entanto, também foi a retórica durante a queda de Aleppo e, mesmo após a reconquista da cidade, os conflitos não cessaram pelo país. Forças do governo também realizaram uma ofensiva em Afrin, para controlar a entrada turca na região. Os turcos entraram para combater uma milícia curda que dominava a cidade.