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Internacional Sobreviventes do Holocausto encontram refúgio na Alemanha em fuga da Ucrânia

Sobreviventes do Holocausto encontram refúgio na Alemanha em fuga da Ucrânia

Governo alemão conta com forte política de acolhimento de judeus como reparação histórica pelos eventos da 2ª Guerra

Reuters
Raisa Valiushkevych precisou fugir da Ucrânia durante a 2ª Guerra Mundial

Raisa Valiushkevych precisou fugir da Ucrânia durante a 2ª Guerra Mundial

Timm Reichert/Reuters/1º.4.2022

Oito décadas depois que Raisa Valiushkevych fugiu da Ucrânia para escapar da invasão da Alemanha nazista, a sobrevivente do Holocausto, de 98 anos, se viu fugindo novamente — desta vez rumo à Alemanha, para escapar de bombas russas caindo ao redor de sua casa em Kiev.

Falando em um asilo judaico em Frankfurt, a professora aposentada disse que era estranho ter encontrado tal refúgio na terra de seus ex-perseguidores. Mas os tempos mudaram, e ela se sentiu grata e bem-vinda.

Valiushkevych é uma entre os cerca de 50 sobreviventes do Holocausto que organizações judaicas ajudaram a retirar da Ucrânia desde a invasão do país pela Rússia, em 24 de fevereiro.

Muitos estão agora na Alemanha, que hoje tem uma das maiores populações judaicas da Europa e uma política de asilo particularmente acolhedora para os judeus — parte de uma conduta oficial para reparar o passado.

"Encontrei uma segunda pátria aqui e me sinto bem", disse Valiushkevych em sua língua russa nativa enquanto nevava lá fora. "Sou muito grata."

Valiushkevych lembrou como ela, sua irmã e seus pais fugiram da Ucrânia em 1941 a pé e depois de trem para o Cazaquistão. Eles escaparam do Holocausto nazista, que praticamente eliminou a população judaica da Ucrânia, que antes da guerra era de cerca de 1,5 milhão.

Quando voltou, ela estudou biologia na universidade e tornou-se professora.

Valiushkevych nunca pensou que se tornaria uma refugiada novamente — desta vez em uma idade em que sua visão está falhando e ela não está bem o suficiente para sair sozinha.

"Foi difícil", disse seu filho de 70 anos, Vadym Valiushkevych, que fez a viagem de três dias com ela. "As estradas foram bombardeadas. Minha mãe teve que tomar injeções no caminho."

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