Eleições EUA 2020

Internacional Suprema Corte derruba recurso de republicanos contra a eleição

Suprema Corte derruba recurso de republicanos contra a eleição

A mais alta corte do país rejeitou um pedido para anular os resultados da eleição em quatro Estados-chave: Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin

  • Internacional | Do R7

Foi o segundo recurso contra a eleição derrubado nesta semana

Foi o segundo recurso contra a eleição derrubado nesta semana

Will Dunham / Reuters - 3.5.2020

A Suprema Corte dos EUA rejeitou, nesta sexta-feira (11), uma ação aberta pelo procurador-geral do Texas, Ken Paxton, que tentava anular o resultado da eleição presidencial norte-americana em quatro estados-chave: Geórgia, Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Leia também: Justiça dos EUA rejeita ações de Trump na Pensilvânia e Nevada

Foi a segunda vez na semana que uma demanda judicial aberta por um republicano, com o intuito de reverter a vitória do democrata Joe Biden e buscar, na Justiça, a reeleição do presidente Donald Trump, foi rejeitada sem apreciação na mais alta corte judicial do país.

Na decisão, os nove juízes que compõem a Suprema Corte afirmaram que não vão apreciar o pedido porque o Texas não teria direito a questionar o processo eleitoral nos demais Estados. O procurador também não chegou a apresentar provas de fraude, assim como em dezenas de outras ações que não prosperaram.

Fogo cruzado

Trump chegou a pedir para se vincular à ação aberta pelo procurador texano como parte interessada. Além dele, pelo menos 100 congressistas republicanos e os procuradores de 17 Estados governados pelo partido também pediram para apoiar a demanda judicial.

Do outro lado, os procuradores dos Estados que foram alvos da ação criticaram duramente o processo, especialmente por encararem como interferência de outro Estado. Joe Biden não chegou a entrar com nenhum pedido a respeito.

Com o resultado, o Colégio Eleitoral vai se reunir na próxima segunda-feira e deve ratificar a vitória de Biden, que teve 306 delegados contra 232 de Trump. Se os quatro Estados tivessem sua votação anulada, a margem do democrata cairia abaixo dos 270 votos necessários para ser eleito.

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