Suprema Corte dos EUA legaliza casamento gay em todo o país

Barack Obama comemorou nas redes sociais a aprovação

Ativistas comemoraram a decisão da Suprema Corte americana

Ativistas comemoraram a decisão da Suprema Corte americana

Reuters

 A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (26) que a Constituição do país garante aos casais homossexuais o direito de se casarem, em uma vitória histórica para o movimento dos direitos dos gays nos EUA.

O tribunal decidiu, por 5 votos a 4, que as garantias constitucionais do devido processo legal e da proteção igualitária nos termos da lei significam que os Estados não podem proibir os casamentos de pessoas do mesmo sexo.

Com o veredicto, o casamento gay se tornará legal em todos os 50 Estados da nação.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se apressou a comemorar a decisão do Tribunal Supremo de reconhecer em todo o país o casamento gay como "um grande passo rumo à igualdade".

"Os casais de gays e de lésbicas têm agora o direito de se casar, como quaisquer outros. #LoveWins (o amor vence)", disse Obama em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

A luta de casais gays pelo direito de adoção em Portugal

O juiz Anthony Kennedy, escrevendo em nome da corte, disse que a esperança das pessoas gays que querem se casar “é não serem condenadas a viver na solidão, excluídas das mais antigas instituições de nossa civilização. Elas pedem a mesma dignidade aos olhos da lei. A Constituição lhes garante esse direito”.

Kennedy, um conservador que muitas vezes dá o voto decisivo em casos apertados, foi acompanhado pelos quatro juízes liberais do tribunal.

Emitindo uma opinião contrária, o juiz conservador Antonin Scalia declarou que a decisão da corte mostra se tratar de “uma ameaça à democracia norte-americana”.

O veredicto “diz que meu soberano e o soberano de 320 milhões de norte-americanos de costa a costa é a maioria entre os nove juízes da Suprema Corte”, disse Scalia.

Atualmente existem 13 proibições estaduais em vigor ao casamento gay nos Estados Unidos, e o Alabama contestou um veredicto que anulou a proibição no Estado.

Conheça o R7 Play e assista a todos os programas da Record na íntegra!