Terror na Europa
Internacional Suspeito de ataque em Paris pega 20 anos de prisão por crimes na Bélgica

Suspeito de ataque em Paris pega 20 anos de prisão por crimes na Bélgica

Salah Abdeslam foi condenado por tentativa de homicídio, atividade terrorista e posse ilegal de armas por crimes cometidos em Bruxelas no ano de 2016

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Nenhum dos réus quis assistir ao julgamento

Nenhum dos réus quis assistir ao julgamento

Reprodução/Reuters

O Tribunal de Bruxelas, na Bélgica, condenou nesta segunda-feira (23) o belga Salah Abdeslam a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio, atividade terrorista e posse ilegal de armas. Abdeslam — o único acusado pelos atentados de 13 de novembro de 2015 em Paris ainda vivo — tentou matar policiais durante um tiroteio na capital belga em 2016. Ele ainda não foi julgado pelos atentados perpetrados em Paris. 

A corte acolheu o pedido da promotoria e também sentenciou o tunisiano Sofien Ayari ao mesmo tempo de cadeia. 

Para o tribunal, os dois cúmplices participaram ativamente do confronto, no apartamento onde estavam barricados, no bairro de Forest, com fuzis kalashnikov. Além disso, a sentença afirma que é "incontestável" que Abdeslam e Ayari tinham como objetivo fazer parte de um grupo terrorista.

Nenhum dos réus quis assistir ao julgamento. Eles conseguiram fugir depois do tiroteio, mas acabaram capturados três dias depois — Abdeslam está em uma prisão de segurança máxima na França.

As autoridades acreditam que a descoberta do covil terrorista tenha levado à realização dos atentados de 22 de março de 2016, quando três kamikazes mataram 32 pessoas em uma estação de metrô e no aeroporto de Bruxelas.

Abdeslam é o único terrorista dos atentados de 13 de novembro ainda vivo. Ele teria participado dos tiroteios em bares e restaurantes dos 10º e 11º arrondissements de Paris, junto com seu irmão, Brahim, que se suicidou. Os ataques, que ainda incluíram o massacre na casa de shows Bataclan e bombas nos arredores do Stade de France, deixaram 130 mortos.

O belga se recusa a cooperar com a Justiça.

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