Tailândia: presos na caverna
Internacional Tailândia busca adolescentes presos em caverna desde sábado

Tailândia busca adolescentes presos em caverna desde sábado

Doze meninos de uma equipe juvenil de futebol e seu técnico entraram em caverna que foi fechada por maré alta e ainda não foram localizados

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Meninos do time de futebol postaram esta foto antes de entrar na caverna

Meninos do time de futebol postaram esta foto antes de entrar na caverna

Reprodução Facebook

Grupos de resgate da Tailândia estão há três dias procurando um grupo de 12 adolescentes de 13 a 16 anos, membros de uma equipe juvenil de futebol e o técnico deles, de 25 anos. Eles entraram numa caverna no último sábado (23), após um treino, e até agora não foram localizados. A entrada foi alagada após uma forte chuva e até agora a água não baixou.

Nesta segunda-feira (25), um grupo de 18 fuzileiros navais de um grupo especial de resgate submarino chegou ao complexo de cavernas de Tham Luang, na província de Chiang Rai, no norte da Tailândia, para ajudar nas buscas. Eles mergulharam nos túneis e percorreram as primeiras cavernas, mas não localizaram sinais dos adolescentes.

Passeio no parque

A equipe de futebol tinha feito o treino de sábado de manhã normalmente, em um campo em Ban Pong Pha. Depois, os jogadores e o técnico saíram para passear de bicicleta no parque onde ficam as cavernas. Um vigia do parque localizou as bicicletas na entrada da caverna no início da noite.

Normalmente, os visitantes recebem apenas uma orientação antes de entrar no local, mas como é época das monções, a entrada nas cavernas é proibida. Um riacho que corta o complexo de cavernas costuma encher rápido com a chuva.

Fuzileiros navais da Tailândia chegara nesta segunda para ajudar no resgate

Fuzileiros navais da Tailândia chegara nesta segunda para ajudar no resgate

Reprodução Facebook

Estação das chuvas

As autoridades acreditam que o grupo entrou por um túnel de cerca de 1,5 metro de largura e se perdeu no complexo de cavernas, que tem cerca de 10 quilômetros de extensão. Com a chuva forte, muitas das ligações entre as cavernas ficaram inundadas e eles não conseguiram mais voltar.

O primeiro grupo de resgate chegou a avançar 3 quilômetros nas cavernas, mas teve de voltar para não ficar preso pela chuva.

"Acredito que estejam todos vivos, mas eles devem estar exaustos. Espero ter boas notícias em breve", disse o almirante Arparkorn Yookongkaew, oficial dos fuzileiros navais responsável pela operação de resgate, à imprensa local.