Internacional Tailândia: Idosa pega 43 anos de prisão por insultar a monarquia

Tailândia: Idosa pega 43 anos de prisão por insultar a monarquia

Mulher de 65 anos publicou vídeos no Facebook depois de golpe militar, em 2014, e recebeu a maior sentença em um caso do tipo

  • Internacional | Do R7, com Reuters

Idosa foi condenada a 43 anos de prisão por insultar monarquia tailandesa

Idosa foi condenada a 43 anos de prisão por insultar monarquia tailandesa

Patipat Janthong-Thai News Pix/Reuters - 19.1.2020

Uma mulher foi condenada a 43 anos de prisão depois de compartilhar postagens criticando a monarquia tailandesa. Segundo o advogado da idosa de 65 anos, essa é a maior sentença já dada por insultos ao regime.

Há meses milhares de pessoas, principalmente jovens, protestam contra a monarquia no país, o que é passível de condenação segundo as leis rígidas do país, chamadas de lese majeste, e que podem render até 15 anos de punição.

No caso de Anchan Preelert, ela foi condenada por 29 casos separados de compartilhar vídeos críticos no YouTube e Facebook entre 2014 e 2015, segundo a Reuters, que conversou com o advogado da idosa, Pawinee Chumsri. A pena inicial era de 87 anos de prisão, mas como ela reconheceu os crimes, a pena caiu para metade.

“Essa é a maior sentença de prisão em um caso de lese majeste”, disse o advogado, que faz parte do grupo de Advogados Tailandeses por Direitos Humanos.

A condenação foi criticada pela Anistia Internacional.

Caso corre desde 2015

Em 2015, a casa de Anchan foi revistada pela polícia, meses depois do início de um golpe militar no país. O caso ia ser julgado pela corte militar, mas entrou na esfera civil em 2019, depois das eleições gerais.

Pelo menos 169 pessoas foram condenadas por lese majeste depois do golpe de 2014. Apesar do governo ter parado de usar esse tipo de condenação em 2018, a polícia voltou a usar sentenças contra insultos depois do início dos protestos contra a monarquia, no ano passado.

Pelo menos 40 jovens foram acusados, mas nenhum foi julgado até agora.

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