Internacional Talibãs reivindicam atentado em Cabul contra o ministro da Defesa

Talibãs reivindicam atentado em Cabul contra o ministro da Defesa

Carro-bomba explodiu diante da casa de deputado, o general Bismillah Mohammadi, que está são e salvo

AFP
Talibã reivindica atentado contra ministro da Defesa

Talibã reivindica atentado contra ministro da Defesa

REUTERS/Stringer - 4.8.2021

Os talibãs reivindicaram nesta quarta-feira (4) o atentado suicida executado na véspera em Cabul contra o ministro da Defesa afegão, no qual morreram oito pessoas, e ameaçaram cometer novos ataques contra altos funcionários do governo. 

"Durante a noite (terça-feira) foi executado um atentado suicida contra a residência do ministro da Defesa (...) por um grupo de mujahedines equipados com armas leves e pesadas", afirmou Zabihullah Mujahid, porta-voz dos talibãs, em um comunicado. 

Este ataque "é o início das represálias contra (...) os funcionários do governo de Cabul que ordenam ataques e bombardeios em todo o país contra civis", completou.

Este é o primeiro ataque de grande magnitude em Cabul em vários meses reivindicado pelos talibãs. O acordo assinado em fevereiro de 2020 em Doha com o governo dos Estados Unidos, que prevê a retirada de todos os soldados estrangeiros do Afeganistão, deveria impedir - ao menos em tese - ataques dos insurgentes nas grandes cidades afegãs.

Duas grandes explosões foram registradas em Cabul na terça-feira à noite, com duas horas de intervalo. Oito civis morreram e 20 ficaram feridos, segundo um balanço atualizado nesta quarta-feira pelo ministério do Interior.

Um carro-bomba explodiu diante da casa de um deputado, que é vizinho do ministro da Defesa, o general Bismillah Mohammadi, que está são e salvo. Vários criminosos conseguiram entrar na residência do deputado.

As forças de segurança demoraram cinco horas para acabar com a resistência dos criminosos, que foram mortos.

Os talibãs, um grupo islâmico ultraconservador, assumiram o controle da várias zonas rurais desde que as forças estrangeiras anunciaram a retirada do Afeganistão no início de maio, mas encontram mais resistência nas capitais provinciais, que o governo prometeu defender a qualquer custo.

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