Internacional Tráfico recebe até R$ 62 milhões por ano com rota pelo Nordeste

Tráfico recebe até R$ 62 milhões por ano com rota pelo Nordeste

Traficantes dificultam PF ao organizar muitas viagens com pequenos carregamentos

  • Internacional | Eugenio Goussinsky, do R7

PF busca melhor integração com autoridades de Cabo Verde

PF busca melhor integração com autoridades de Cabo Verde

Divulgação/ site Polícia Federal

A nova rota utilizada pelos traficantes para levar a droga para a África se tornou um negócio que a Polícia Federal (PF) está lutando para desmantelar.

O delegado Janderlyer Gomes de Lima, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Fortaleza, disse ao R7 que os traficantes têm métodos novos a cada viagem, feitas em voos regulares desde o Aeroporto Internacional Pinto Martins, entre outros.

Somente com os voos a partir da capital cearense, eles estão conseguindo ganhar até R$ 62 milhões por meio dessa atividade.

A PF estima que os traficantes levem de 30 a 50 kg por mês para o continente africano, só com essa rota pelo Brasil. O delegado Lima afirmou que, devido à grande quantidade de "mulas" que são contratadas para fazer as viagens, fica difícil rastrear toda a droga que deixa o Brasil.

— No Brasil, o quilo sai por cerca de R$ 15 mil. Quando a droga chega à Europa, o valor vai a cerca de US$ 40 mil [R$ 104 mil].

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Para o delegado, está havendo uma boa integração de todas as superintendências da Polícia Federal pelo Brasil. A integração tem surtido efeito inclusive com as regionais do Norte e do Centro-Oeste, com os setores de Inteligência trabalhando em conjunto.

Mas as investigações ficam prejudicadas pela difícil comunicação da Polícia Federal do País com as autoridades de segurança de Cabo Verde. Não se sabe ao certo o que acontece com os traficantes quando eles chegam com os entorpecentes à Cidade de Praia, capital do país africano.

— Em um caso desses, de rota internacional, o intercâmbio da PF em vários Estados brasileiros não se repete com a mesma eficiência. A troca de informações com Cabo Verde não é a ideal. A PF tem um setor de contato, voltado às relações internacionais, também a Interpol recebe informações, mas uma situação dessa certamente não tem a velocidade que a gente espera e precisa.

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