Trump ameaça retaliar China por coronavírus com tarifas comerciais

Presidente dos EUA afirmou que acordo comercial com os chineses agora é de importância secundária diante da pandemia de coronavírus

Trump demonstra disposição de prejudicar acordo comercial para retaliar China

Trump demonstra disposição de prejudicar acordo comercial para retaliar China

Jonathan Ernst/Reuters - 23.4.2020

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu árduo acordo comercial com a China agora é de importância secundária diante da pandemia de coronavírus e ameaçou impor novas tarifas sobre Pequim, como parte das medidas de retaliação que seu governo prepara.

A Casa Branca acusa a China de ser responsável pela pandemia de covid-19. Trump tem usado de retórica aguçada contra os chineses, refletindo sua crescente frustração com Pequim sobre a pandemia, que custou dezenas de milhares de vidas nos Estados Unidos, provocou uma contração econômica e ameaçou suas chances de reeleição em novembro.

Retaliação está sendo estudada

Duas autoridades americanas, falando sob condição de anonimato, disseram que uma série de opções contra a China estavam em discussão, mas alertaram que os esforços estão nos estágios iniciais. As recomendações ainda não atingiram o nível da principal equipe de segurança nacional de Trump ou do presidente, disse uma autoridade à Reuters.

"Há uma discussão sobre o quão difícil é atingir a China e como calibrar as medidas adequadamente", disse uma das fontes. Washington caminha na corda bamba em seus laços com Pequim, uma vez que importa produtos de proteção individual (EPI) de lá e tem receio de prejudicar o acordo comercial fechado em 2019 e que é extremamente sensível para a economia norte-americana.

Trump culpa China por covid-19

Trump deixou claro, no entanto, que suas preocupações com o papel da China na origem e disseminação do coronavírus estavam ganhando prioridade em relação a seus esforços para construir um acordo comercial inicial com Pequim.

"Assinamos um acordo comercial onde eles deveriam comprar, e eles estão comprando muito, na verdade. Mas isso agora se torna secundário ao que ocorreu com o vírus", disse Trump a repórteres. "A situação do vírus simplesmente não é aceitável."