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Internacional Trump anuncia aumento de tarifas em resposta a encargos da China

Trump anuncia aumento de tarifas em resposta a encargos da China

Presidente informou que, a partir de outubro, os US$ 250 bilhões em bens e produtos procedentes da China serão taxados em 30% e mais taxas

Trump anuncia novas taxas sobre produtos chineses

Trump anuncia novas taxas sobre produtos chineses

Kevin Lamarque/ Reuters - 21.8.2019

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou dois aumentos de tarifas sobre produtos da China em resposta aos encargos cobrados nesta sexta-feira (23) pelo país asiático a produtos americanos.

"A partir de 1º de outubro, os US$ 250 bilhões em bens e produtos procedentes da China, que atualmente são taxados em 25%, passarão a ser tarifados em 30%", disse Trump no Twitter.

Além disso, o presidente americano informou que outros US$ 300 bilhões em produtos chineses que seriam taxados em 15% a partir de 1º de setembro agora estarão sujeitos a uma alíquota de 15%.

Mais cedo, o governo chinês cumpriu as ameaças que tinha feito e anunciou a imposição de tarifas a US$ 75 bilhões em produtos dos EUA, também como resposta a outros encargos americanos anunciados no começo de agosto.

O Ministério das Relações Exteriores chinês disse que as tarifas começarão a ser aplicadas em 1º de setembro, a mesma data em que entrarão em vigor as tarifas dos EUA a US$ 300 bilhões em produtos do gigante asiático.

Este novo episódio da guerra comercial entre as potências é um novo sinal de que Washington e Pequim ainda estão longe de resolver as diferenças e ocorre às vésperas de uma delegação chinesa chegar à capital americana para a negociação de um acordo.

Antes de anunciar a medida, depois do fechamento da Bolsa de Nova York, Trump argumentou que "durante muitos anos" a China e outros países "se aproveitaram dos Estados Unidos em comércio, roubo de propriedade intelectual e muito mais".

O presidente americano disse que alguns de seus antecessores "permitiram que a China tomasse vantagem", e isso, segundo ele, se transformou em um "grande peso" para o contribuinte.

"Como presidente, não posso mais permitir que isso aconteça! No espírito de conseguir o comércio justo, devemos equilibrar esta relação comercial muito injusta", acrescentou.