Trump autoriza Pentágono a convocar militares da reserva

Medida foi tomada como forma de aumentar o efetivo mobilizados no combate à expansão do novo coronavírus, segundo comunicado

Trump assina ordem e autoriza Pentágono a convocar militares da reserva

Trump assina ordem e autoriza Pentágono a convocar militares da reserva

Jonathan Ernst / Reuters - 18.3.2020

Washington, 28 mar (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou uma ordem executiva que permite colocar na ativa militares da reserva, como forma de aumentar o efetivo mobilizados no combate à expansão do novo coronavírus, segundo comunicado emitido neste sábado pelo Pentágono.

Segundo a nota, o chefe do Departamento de Defesa americano, Mark Esper, fica autorizado a ordenar que unidades e membros individuais da Guarda Nacional e da Reserva, e da Reserva Individual Preparada "se coloquem em ativo", para aumentar as forças para uma resposta efetiva à pandemia.

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A Reserva Individual Preparada é composta soldados fora de serviço, que são considerados como fora das Forças Armadas e que raramente são convocados ao serviço. De acordo com a ordem executiva de Trump, esses efetivos podem chegar a 1 milhão de pessoas e podem ficar na ativa por dois anos.

A Guarda Nacional, por sua vez, é um corpo de reservistas sob controle dos estados, cuja convocação depende dos governadores, habitualmente. Com a decisão de hoje, quem passa a ter poder de mobilizá-la é o Pentágono.

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O comunicado divulgado hoje aponta que serão convocadas pessoas que atuam em unidades internas de quartéis e com capacidades médicas mais demandadas. Além disso, não foi estimado um número preciso chamados.

"O Departamento de Defesa está comprometido a usar todas as capacidades para enfrentar o surto de coronavírus, e a ação do presidente garantirá que podemos trazer integrantes escolhidos da reserva e da Guarda Nacional para lutar onde seja preciso", diz o texto.

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Na noite desta sexta-feira, os dados coletados pela Universidade Johns Hopkins, dos mais atualizados sobre a situação no planeta, indicavam que os Estados Unidos tinham 104.837 mil casos, sendo o país líder neste ranking, além de 1.711 mortes.