Era Trump

Internacional Trump comemora sua segunda absolvição em impeachment

Trump comemora sua segunda absolvição em impeachment

Com 43 votos a seu favor e 57 contra, o ex-presidente não foi condenado e agora diz que seu movimento 'apenas começou'

  • Internacional | Do R7

Donald Trump emitiu comunicado após ser absolvido no Senado

Donald Trump emitiu comunicado após ser absolvido no Senado

MICHAEL REYNOLDS/EFE/EPA/

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump comemorou neste sábado (13) sua absolvição no julgamento político do qual era alvo no Senado e ressaltou que seu movimento político ("Make America Great Again" ou "Tornar os EUA Grandes de Novo" em tradução livre) apenas "acabou de começar".

Leia também: Ligação de Trump para mudar eleição na Geórgia será investigada

"Nosso movimento histórico, patriótico e belo para 'Tornar os EUA Grandes de Novo' acabou de começar. Nos próximos meses, terei muito a compartilhar com vocês e espero continuar nossa incrível jornada juntos para alcançar a grandeza americana para todo o nosso povo. Nunca houve nada parecido", disse Trump em comunicado.

Com essas palavras, o ex-presidente deixou no ar mais uma vez a possibilidade de voltar à política, mas sem dar detalhes concretos, como se pretende concorrer à presidência nas eleições de 2024.

Postura desafiadora

Trump, que governou por um mandato, entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano, considerou o julgamento político parte da "maior caça às bruxas" da história dos EUA.

Ele agradeceu a seus advogados e aos senadores republicanos que votaram para absolvê-lo e criticou os políticos democratas que fizeram campanha por sua condenação.

O comunicado não incluiu nenhuma crítica à invasão, por parte de centenas de seus apoiadores, ao Capitólio — sede do Congresso americano — em 6 de janeiro, um dos dias mais convulsivos da história dos EUA. Naquela ação, cinco pessoas morreram, incluindo um policial Durante toda a semana que durou o julgamento, o ex-mandatário permaneceu em silêncio público. No entanto, através de assessores, ele vinha dando informações à imprensa sobre como estava se sentindo durante todo o processo.

Por exemplo, hoje uma fonte ligada a Trump disse à rede de televisão "ABC" que o ex-presidente havia ficado "petrificado", "estupefato" e em estado de "pânico total" quando o Senado aprovou de surpresa uma proposta democrata de intimação de testemunhas, algo que anteriormente havia sido descartado.

No final, porém, o Senado decidiu por voltar atrás, algo que poderia ter prolongado o julgamento.

Este processo ficará na história de duas maneiras: porque fez de Trump o primeiro presidente americano a encarar e ser absolvido em dois julgamentos políticos - depois daquele realizado há um ano por sua pressão sobre a Ucrânia para investigar negócios no país envolvendo seu então concorrente nas eleições Joe Biden e seu filho Hunter Biden - e porque nunca havia sido julgado politicamente um presidente que já não estava mais no poder.

Trump mora atualmente em seu clube particular Mar-a-Lago, em Palm Beach, no estado da Flórida. Ele chegou ao local em 20 de janeiro, poucas horas antes da posse de Joe Biden como novo presidente dos EUA, uma cerimônia da qual ele se recusou a participar, já que reitera, sem mostrar provas, de que foi vítima de uma fraude nas eleições presidenciais de novembro do ano passado.

Últimas