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Internacional Trump critica FBI por não ter investigado atirador da Flórida

Trump critica FBI por não ter investigado atirador da Flórida

Presidente disse que polícia perde muito tempo apurando envolvimento russo em eleições presidenciais; agência pediu desculpas por falhar no caso

Trump critica FBI por não investigar atirador da Flórida

Trump criticou falta de ação do FBI

Trump criticou falta de ação do FBI

REUTERS/Leah Millis/13.02.2018

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o FBI (a polícia federal americana) em sua conta no Twitter neste sábado (17) por não ter investigado o jovem Nikolas Cruz, formalmente acusado de assassinato premeditado após abrir fogo contra estudantes em uma escola pública na cidade de Parkland, na Flórida.

“Muito triste que o FBI não tenha investigado as muitas pistas envolvendo o atirador da escola na Flórida. Isso não é aceitável. Eles estão gastando muito tempo tentando provar o envolvimento russo com a campanha Trump — não há envolvimento. Façam o básico nos deixem orgulhosos!”, afirmou o líder.

O FBI divulgou uma nota na sexta-feira (16) em que pede desculpas por ter falhado em relação ao caso. A agência revelou que recebeu uma informação no último dia 5 de janeiro, de alguém próximo a Cruz, denunciando movimentações erráticas do atirador, mensagens de mídia social perturbadoras, ressalvando ainda a possibilidade dele realizar um ataque na escola.

A denúncia foi passada para a PAL (Linha de Acesso Público) do FBI que, de acordo com os protocolos estabelecidos, segundo a nota, deveria tê-la considerado como uma ameaça potencial contra a vida, encaminhando-a para o escritório do FBI em Miami, onde seriam tomadas as providências necessárias para uma investigação mais efetiva. A nota é clara:

— Constatamos que esses protocolos não foram seguidos, em relação à informação recebida pelo PAL em 5 de janeiro. A informação não foi fornecida ao escritório em Miami e nenhuma investigação foi realizada naquele momento.

O FBI também admitiu que chegou a investigar, no ano passado,  uma conta no Youtube em nome de Nikolas Cruz — que fazia comentários nas redes sociais como ‘quero ser atirador profissional de escolas’. As forças de segurança afirmaram que tentaram checar as informações referentes ao autor das publicações, mas não chegaram a nenhuma conclusão por não terem dados sobre a data e a localidade exatos dos posts.

O massacre

Na última quarta-feira (14), pelo menos 17 vítimas foram mortas por Cruz durante o tiroteio, enquanto outras 15 ficaram feridas, segundo o último balanço da polícia do condado de Broward. O jovem atirador, de 19 anos, era aluno da instituição de ensino e havia sido expulso por indisciplina em 2017. De perfil agressivo, ele iniciou uma campanha de terror, jurando vingança, segundo relatos de alunos. Ele foi detido pelos agentes a 1,5 km de distância da escola enquanto fugia em meio à multidão de estudantes. Cruz se rendeu à polícia sem resistência e foi preso com uma grande quantidade de munição e um rifle AR-15.