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Internacional Trump insiste que seu país 'se impôs' na luta contra o coronavírus

Trump insiste que seu país 'se impôs' na luta contra o coronavírus

No dia em que os EUA passaram das 80 mil mortes e com 3% da população testada, presidente diz que país salvou 'centenas de milhares de vidas'

  • Internacional | Da EFE

Trump fez coletiva para dizer que EUA têm maior número de testes do mundo

Trump fez coletiva para dizer que EUA têm maior número de testes do mundo

Oliver Contretas / Pool via EPA - EFE - 11.5.2020

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (11) que seu país "se impôs" na batalha contra o novo coronavírus e que os números de infectados estão baixando, mesmo depois que o total de mortes passou de 80 mil e a de contágios já superou 1,3 milhão de casos de covid-19.

Em uma coletiva de imprensa cujo objetivo era destacar a produção e distribuição de estes de coronavírus nos EUA, Trump assegurou que seu país "salvou centenas de milhares de vidas" na luta contra a doença causada pelo coronavírus.

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"Os Estados Unidos aceitaram essa tarefa, estivemos à altura do momento e nos impusemos", disse o presidente, que disputará a reeleição em novembro.

Comparações com Bush

Essa afirmação suscitou comparações no Twitter com a "missão cumprida" proclamada em maio de 2003 pelo então presidente George W. Bush, referindo-se à invasão norte-americana ao Iraque. A guerra durou vários anos depois disso e os EUA ainda têm bases e tropas no país, 17 anos depois.

Perguntado depois sobre a declaração, Trump assegurou que se referia à aceleração na produção e distribuição de testes contra o coronavírus. A frase durante a coletiva, no entanto, foi dita em um contexto que não tinha a ver com os exames e sim com os esforços dos EUA para tentar salvar vidas.

A declaração de Trump aconteceu pouco depois que os EUA ultrapassaram a marca de 80 mil mortes causadas pela covid-19, segundo o banco de dados da Universidade Johns Hopkins.

Além disso, o Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington, cujas projeções têm sido muito utilizadas pela Casa Branca, calcula que os EUA terão mais de 137 mil mortes até o início de agosto.

Consultado sobre essa projeção, Trump opinou que "muitos desses modelos estão equivocados" e, na mesma coletiva de imprensa, destacou que "os números estão baixando muito em todo o país", a despeito dos dados mostrarem um cenário diferente.

Apesar do aumento diário do número de mortes ter se estabilizado e da Universidade de Washington esperar que esse indicador baixe de agora até agosto, o número de contágios segue crescendo e apenas neste domingo foram registrados 20 mil novos casos nos EUA.

Testes e dúvidas

Trump anunciou também que espera que nesta semana os EUA ultrapassem a marca de 10 milhões de testes feitos e concluiu que seu país é o que fez mais exames de coronavírus até o momento. No entanto, se a estatística for medida por habitante e não em números absolutos, ainda fica atrás de Itália, Alemanha e Canadá, pelo menos.

O presidente insistiu várias vezes que, "se alguém quiser fazer um teste agora, poderá fazê-lo" nos EUA, mesmo que o número de exames realizados até o momento corresponda a 3% da população do país e que só são testadas as pessoas que apresentam sintomas ou as que tiveram contatos com elas, como corroborou o responsável pelos exames no Departamento de Saúde, Brett Giroir.

Trump também fez questão de dizer que não está "nada feliz com a China" e que não está "interessado" em renegociar os termos do acordo comercial parcial que tem com o país, devido aos efeitos econômicos da pandemia.

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