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Internacional Trump justifica saída de tropas da Síria: 'Ridículas guerras sem fim'

Trump justifica saída de tropas da Síria: 'Ridículas guerras sem fim'

Presidente dos EUA comentou decisão no Twitter e ressaltou que seu governo só entrará em batalhas 'em nosso benefício e que podemos ganhar'

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Trump disse que 'é hora de sair de guerras ridículas'

Trump disse que 'é hora de sair de guerras ridículas'

Tom Brenner / Reuters - 3.10.2019

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (7) que "está na hora de sair de ridículas guerras sem fim", ao justificar o anúncio da retirada das tropas americanas da Síria, e ressaltou que seu governo só entrará batalhas em que o beneficiem.

"Está na hora de sairmos destas ridículas guerras sem fim, muitas delas tribais, e trazer nossos soldados para casa. Lutaremos onde for para o nosso benefício, e só lutaremos para ganhar. Turquia, Europa, Síria, Irã, Iraque, Rússia e os curdos terão que solucionar a situação e ver o que querem fazer com os combatentes capturados pelo Estado Islâmico na sua 'vizinhança'", argumentou Trump no Twitter.

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O governante anunciou na noite de domingo, de maneira surpreendente, a saída das tropas americanas do norte da Síria em devido à iminente operação militar da Turquia contra as milícias curdo-sírias nessa região. Os EUA não querem se envolver no ataque.

Turquia deve atacar curdos

A decisão gerou críticas imediatas, uma vez que deixa o caminho livre para que a Turquia ataque as milícias curdas que combatem o Daesh (também conhecido como Estados Islâmico) na região.

Em comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, explicou que Trump informou a decisão ao presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante uma conversa por telefone.

No fim de semana passado, Erdogan advertiu que é "iminente" uma intervenção militar em território sírio contra as milícias curdo-sírias a leste do rio Eufrates. Segundo ele, acabou a paciência da Turquia para esperar o apoio dos EUA nesta ação.

O objetivo da operação é acabar com as milícias curdo-sírias Unidades de Proteção do Povo (YPG), um dos mais fiéis aliados dos EUA na luta contra o Daesh, mas consideradas "terroristas" pela Turquia devido aos vínculos com o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a guerrilha curda ativa na Turquia.

Em resposta às críticas, Trump também tuitou a respeito, destacando a sua própria "sabedoria": "Como já afirmei antes, e apenas para reiterar, se a Turquia fizer algo que eu, em minha grande e inigualável sabedoria, considere estar fora dos limites, destruirei e obliterarei totalmente a economia da Turquia (já fiz isso antes!)."

Prisioneiros jihadistas

No comunicado, a Casa Branca também anunciou que, a partir de agora, a Turquia "será responsável" por todos os combatentes do Daesh (também conhecido como Estado Islâmico) que se encontram no norte da Síria e que foram capturados nos dois últimos anos, após o grupo jihadista perder o controle territorial dessa área.

Trump também se queixou da recusa de alguns países europeus a receber e julgar os seus cidadãos que se tornaram soldados do EI. Segundo o republicano, os EUA não assumirão mais esse custo.